Delegação dos EUA pedirá flexibilidade em Honduras

Uma missão de funcionários do governo americano que deve viajar nesta quarta-feira a Honduras pedirá flexibilidade aos envolvidos na crise política no país, segundo um porta-voz do Departamento de Estado. Estamos aproveitando todas as oportunidades para insistir com as duas partes sobre a urgência da situação e conseguir uma solução o mais rápido possível, explicou o porta-voz Ian Kelly.

BBC Brasil |

Ele disse que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, conversou durante o final de semana com o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e com o presidente interino, Roberto Micheletti.

Zelaya, que permanece abrigado na embaixada brasileira em Honduras, exige volta ao poder, depois de ele ter sido afastado em 28 de junho.

O porta-voz disse que "está se tornando urgente" encontrar uma solução para a crise antes das eleições presidenciais marcadas para 29 de novembro, a fim de garantir que o pleito seja reconhecido como válido. "O relógio está correndo. Queremos ver eleições que tenham legitimidade internacional."

Vários países disseram que não reconheceriam as eleições do dias 29 se a crise não for resolvida antes.

Impasse

Integram a delegação americana, que deve permanecer dois dias em Honduras, o secretário-assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Thomas Shannon - nomeado para ser embaixador no Brasil, mas ainda aguardando aprovação do senado americano -, seu vice, Craig Kelly, e Dan Restrepo, o principal assessor para a América Latina do Conselho de Segurança Nacional.

Zelaya havia declarado as negociações encerradas na sexta-feira após o fracasso de se chegar a um acordo que prevê sua volta ao poder. Os demais pontos do chamado Acordo de San José, proposto pelo presidente de Costa Rica, Oscar Arias, que atua como mediador da crise, foram aceitos por ambas as partes.

A última proposta feita pela delegação de Micheletti e rejeitada no mesmo dia por Zelaya era de que ambos renunciassem e fosse instalado um governo de transição.

Mortes

Kelly também lamentou o assassinato do sobrinho de Micheletti, que foi encontrado morto no início da semana. De acordo com as autoridades, a hipótese de assassinato político não está descartada, mas é improvável.

Em outro incidente, o coronel Concepción Jiménez foi morto a tiros na capital, Tegucigalpa, no domingo. A polícia hondurenha está investigando as circunstâncias das mortes, mas segundo o porta-voz os dois crimes "parecem não ter nenhuma relação entre eles".

Honduras vive uma crise política desde a deposição de Zelaya. A tensão no país aumentou após o regresso de Zelaya ao país, em 21 de setembro, quando se refugiou na embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

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