Delegação de Micheletti proclama vitória em Honduras

A delegação do governo de fato em Honduras voltou a Tegucigalpa proclamando triunfo na mediação do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, e elogiando o documento que apresentou a ambas as partes, embora tenha admitido que ele não será assinado pelo governo de Roberto Micheletti.

AFP |

"Vejo que será difícil assiná-lo", disse o advogado Mauricio Villeda, informando à imprensa sobre os resultados da gestão em San José.

Os membros da delegação disseram, no entanto, que o documento tentará convencer a comunidade internacional, em particular a OEA e a ONU, de que foram injustas as sanções aplicadas contra Honduras após o golpe de Estado de 28 de junho.

O chefe da delegação, o chanceler do governo de fato Carlos López Contreras, disse que "Honduras vibra de patriotismo esta noite, como vibrou nas últimas três semanas". Por sua vez, Arturo Corrales, também parte da delegação, afirmou que o diálogo "triunfou": "Fomos escutados".

"Honduras se levantou como o bíblico David", acrescentou López.

Eles disseram que as propostas de Arias, incluídas no chamado Acordo de San José, serão entregues ao Congresso e à Suprema Corte para avaliação, pois há assuntos que fogem à alçada do governo de Micheletti.

"Arias sabe que isto não é competência do Poder Executivo", disse Villeda.

Sobre a proposta de restituir os poderes do Estado aos que os ocupavam em 28 de junho, o que implica a volta à presidência de Manuel Zelaya, Villeda disse: "O presidente Arias sabe que esta decisão seria interposta às decisões tomadas pelo Poder Judicial".

"Sem o acordo entre as partes para encerrar a crise política, esta comissão também encerra seu trabalho", declarou Villeda.

"O presidente Micheletti foi informado de San José de Costa Rica do conteúdo deste documento. Ele tomará a atitude que considerar oportuna", disse López.

fj/lm

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