Delegação de Micheletti insiste que 3ª pessoa assuma poder em Honduras

Washington, 28 ago (EFE).- O atual Governo de Honduras propôs novamente, diante da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, que tanto o presidente Roberto Micheletti, quanto o deposto Manuel Zelaya devam renunciar ao poder, que seria entregue a uma terceira pessoa.

EFE |

A proposta, segundo informaram fontes da OEA à Agência Efe, foi apresentada em um encontro realizado em Washington, entre uma delegação que representa o Governo de Micheletti e o secretário-geral do organismo, José Miguel Insulza.

Diante da delegação, formada pelo empresário e ex-candidato presidencial da Democracia Cristã Arturo Currais, a ex-presidente da Suprema Corte de Justiça Vilma Morales e o advogado Mauricio Villeda, Insulza reiterou que o objetivo da OEA continua sendo buscar uma solução, seguindo o com o Acordo de San José, segundo as fontes.

O acordo, promovido pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias, prevê o retorno de Zelaya ao poder para que termine seu mandato até o dia 27 de janeiro de 2010, lembraram as fontes.

Com a chegada de uma terceira pessoa ao poder, Micheletti aceitaria o retorno de Zelaya, que foi deposto e expulso de seu país no dia 28 de junho, através de um golpe de Estado, somente se o presidente destituído renunciar a suas aspirações presidenciais, o que significa que não poderia terminar seu mandato.

Segundo o artigo 242 do Capítulo VI da Constituição de Honduras, a pessoa que ocuparia o cargo seria o presidente da Suprema Corte de Justiça, Jorge Rivera.

Enquanto isso, o ex-embaixador de Honduras na OEA Carlos Sosa está negociando com outros países-membros do organismo para que apresentem uma resolução que rejeite qualquer processo eleitoral realizado sob o Governo de Michelleti.

Sosa disse à Efe que está em contato com vários embaixadores, para que eles promovam a resolução, já que Honduras não pode apresentá-la por ter sido suspensa da organização no dia 4 de julho, depois do golpe de Estado contra Zelaya.

O desejo do diplomata é que o texto seja apresentado "no início da próxima semana", na terça-feira ou quarta-feira, ao Conselho Permanente do organismo, coincidindo com o comparecimento de Zelaya diante do órgão decisório da OEA.

O ex-embaixador de Honduras na organização expressou seu desejo de conseguir o apoio de pelo menos três países-membros da OEA, para promover sua iniciativa, "de todas as tendências e regiões", para que haja um equilíbrio.

Uma opção poderia ser "um país da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba)", uma nação como o Brasil e outro cujo idioma oficial seja o inglês, como os Estados Unidos, disse. EFE cai/pd

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