Delegação africana diz que Kadafi aceita plano de cessar-fogo

Presidente sulafricano, Jacob Zuma, se referiu ao governante líbio como irmão e disse que Otan precisa dar uma chance ao plano

iG São Paulo |

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, disse neste domingo que o líder líbio, Muamar Kadafi , aceitou o plano da União Africana por um cessar-fogo na Líbia. O anúncio ocorreu num dia de fortes confrontos no país e de bombardeios sem precedentes da Otan (aliança militar ocidental) e os termos do plano ainda não estão claros.

AP
Zuma à esquerda e Kadafi ao centro com líderes africanos em encontro que terminou com promessa de acordo

Segundo Zuma, a delegação do "irmão líder Kadafi", como se referiu ao governante líbio, aceitou o Mapa do Caminho, plano elaborado pela delegação sulafricana que foi a Trípoli em busca de uma trégua nos conflitos que já duram dois meses. "Temos que dar uma chance ao cessar-fogo", afirmou Zuma, pedindo que a Otan interrompa os bombardeios no país.

Apesar disso, o correspondente da BBC na Líbia Jon Leyne relata que nem os rebeldes nem o regime de Kadafi parecem dispostos a fazer concessões que levem a um acordo de paz no curto prazo. A delegação da União Africana vai se reunir nesta segunda-feira com representantes do governo interino estabelecido pelos rebeldes na cidade de Bengazi.

Batalhas

Enquanto se desenrolava a visita diplomática, os confrontos continuavam em partes da Líbia. A Otan anunciou ter destruído 25 tanques das tropas de Kadafi, com bombardeios aéreos perto das cidades de Ajdabiya (leste) e Misrata (oeste), palco de alguns dos conflitos mais sangrentos dos últimos dias.

Segundo a aliança, o objetivo da ofensiva aérea era proteger os civis líbios, que estavam "encurralados de forma brutal" pelos tanques de Kadafi. A ação é uma das mais fortes da Otan desde que a aliança assumiu o controle das operações internacionais na Líbia, há pouco mais de uma semana. Em Ajdabiya, os confrontos foram intensos neste domingo. Testemunhas ouviam fortes explosões e avanço das forças aliadas do regime pelo oeste da cidade, que tem importância estratégica por ser a última parada antes de Bengazi, o principal reduto dos rebeldes.

Apesar do apoio aéreo da Otan, os rebeldes têm muito menos poder de fogo e sofisticação de combate do que as tropas governamentais.

* com BBC e AP

    Leia tudo sobre: internacional

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG