Delator das Farc receberá US$ 2,5 milhões do governo colombiano

Bogotá - O Governo colombiano dará uma recompensa equivalente a US$ 2,5 milhões, a maior de toda a história do país, para o informante que facilitou a operação em que foi morto Raúl Reyes, segundo homem ao comando das Forçar Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), anunciou hoje o ministro de Defesa, Juan Manuel Santos.

EFE |

"É a maior recompensa paga até o momento", declarou o funcionário em entrevista coletiva, acrescentando que o pagamento de cinco bilhões de pesos demonstra que "o que é oferecido se cumpre".

"Reyes", cujo nome verdadeiro era Luis Edgar Devia, membro do Secretariado ou comando das Farc, foi abatido junto a cerca de vinte pessoas em uma operação realizada contra um acampamento rebelde situado em território equatoriano.

O ministro explicou que a pessoa que colaborou com as autoridades forneceu uma "informação valiosíssima, que proporcionou a operação", e por isso "desde o instante em que esta pessoa decidiu colaborar, ele e sua família receberam a proteção do Estado".

Santos acrescentou que a pessoa e sua família "nos próximos dias sairão da Colômbia para desfrutar de uma nova vida".

Destacou que "graças a esta operação" se pôde ter acesso "aos computadores de 'Reyes' e obter informação estratégica de alto valor sobre as Farc e suas relações".

O ministro manifestou que "este caso comprova mais uma vez que a Política de Recompensas é muito efetiva".

Segundo o Governo colombiano, após a operação foram achados pelo menos dois computadores portáteis de "Raúl Reyes" nos quais se faz menção a vários planos terroristas e supostas gestões internacionais que comprometem funcionários do Equador, Venezuela, Líbia e outras nações.

O Governo colombiano solicitou a ajuda da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) para decifrar a informação contida nos computadores e enviou um extrato do conteúdo ao Governo da Venezuela, mas este o rejeitou esta semana por considerá-lo sem utilidade.

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