Déficit fiscal dos EUA aumenta US$ 102,8 bilhões em julho

Washington, 12 ago (EFE).- O déficit no orçamento do Governo dos Estados Unidos aumentou US$ 102,8 bilhões em julho, o triplo do apresentado no mesmo mês do ano anterior, informou hoje o Departamento do Tesouro.

EFE |

Nos dez primeiros meses do ano fiscal, iniciado em outubro, o déficit acumulado foi de US$ 371,4 bilhões, acrescentou a fonte.

Em julho de 2007 o déficit foi de US$ 34 bilhões e o acumulado nos dez primeiros meses foi de US$ 180 bilhões.

As duas maiores causas do aumento do déficit foram a restituição de cerca de 130 milhões de contribuições de mais de US$ 150 bilhões de tributos e o valor desembolsado pela quebra de bancos atingidos pela crise das hipotecas de alto risco.

O Escritório de Orçamento do Congresso, uma agência não partidária que prepara relatórios para os legisladores, calculou que o déficit mensal em julho seria de aproximadamente US$ 102 bilhões.

Desde que começou o período fiscal as arrecadações do Governo diminuíram 1% como reflexo da desaceleração da atividade econômica, mas as despesas aumentaram 8,5%.

No ano fiscal de 2007 o déficit foi de US$ 163 bilhões e a Administração Bush calcula que no ano fiscal de 2008, que termina em 30 de setembro, o saldo negativo será de US$ 400 bilhões a US$ 410 bilhões.

A maior parte dos analistas calculou que o déficit deste ano será de cerca de US$ 407 bilhões e que subirá para US$ 447 bilhões no ano seguinte.

O Escritório de Orçamento da Casa Branca calculou que no fim de julho do ano que vem o déficit no orçamento saltará para o valor sem precedentes de aproximadamente US$ 482 bilhões no período fiscal de 2009, que começa em primeiro de outubro.

O déficit mais alto até agora foi o de 2004, com US$ 413 bilhões que, ajustados pela inflação, representariam hoje US$ 478 bilhões.

O saldo negativo calculado para o período fiscal de 2009 equivalerá a 3% ou 4% do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, ainda muito abaixo dos 6% que marcaram a Presidência de Ronald Reagan (1981-1989) e que foram o mais alto desde o fim da Segunda Guerra Mundial. EFE jab/bm/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG