Bangcoc, 22 jul (EFE).- O tribunal birmanês que julga a líder opositora e Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi negou hoje o acesso de seus advogados a ela apesar de restarem apenas dois dias para a retomada do processo e, com isso, dos argumentos finais das duas partes.

Desta forma, Suu Kyi não pôde aprovar o documento que será lido na próxima sexta-feira diante do juiz, denunciou seu advogado, Nyan Win.

"Negar este direito é uma prova da grande fraqueza do sistema judiciário neste país", lamentou Win, também porta-voz da Liga Nacional pela Democracia (LND), o principal partido da oposição.

O advogado afirmou que esta é uma estratégia a mais do regime birmanês para dificultar seu trabalho, em um processo no qual todas as 23 testemunhas da acusação foram aprovadas pelo tribunal, que só aceitou duas da defesa.

Suu Kyi se reuniu pela última vez com seus advogados na sexta-feira passada, uma semana antes que da retomada do julgamento por supostamente ter violado os termos da prisão domiciliar sob a qual vive desde 2003 por ter recebido um cidadão americano em sua casa.

Caso seja considerada culpada, a líder oposicionista pode ser condenada a uma pena máxima de cinco anos de prisão. Ela já ficou presa durante 14 dos últimos 20 anos.

Uma nova prisão a impedirá de participar das eleições que o regime birmanês pode realizar em 2010, em pleito que já foi tachado de farsa pela dissidência antes mesmo de sua confirmação. EFE tai/bba

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