Bangcoc, 11 jun (EFE).- Os advogados da principal líder opositora birmanesa e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, solicitaram hoje ao Tribunal Superior de Justiça de Mianmar a reversão da decisão judicial de uma instância inferior e a apresentação de mais duas testemunhas.

Suu Kyi, de 63 anos, é julgada desde o mês passado por ter supostamente violado os termos da prisão domiciliar que cumpria desde 2003.

Nyan Win, advogado de defesa e porta-voz da Liga Nacional pela Democracia (LND), o grupo político de Suu Kyi, disse que a alta magistratura tinha aceitado a tramitação do recurso e que não sabia quando se realizaria a audiência. A data inicial, 17 de junho, foi cancelada.

A defesa quer convocar como testemunhas o vice-presidente da LND, Tin Oo, que está em prisão domiciliar, e o veterano jornalista Win Tin, também membro desse partido e que foi o preso político mais antigo de Mianmar até sua soltura no ano passado.

O tribunal que julga Suu Kyi no presídio de Insein, nos arredores de Yangun, aceitou somente o jurista Kyi Win dentre quatro pessoas que apresentaram na lista de testemunhas.

Na terça-feira passada, a defesa conseguiu a aceitação de outro nome, o da advogada Khin Moh Moh, mas Tin Oo e Win Tin continuaram impossibilitados de testemunhar.

A Promotoria propôs 22 testemunhas e todas foram aceitas, embora apenas 14 tenham sido chamadas.

A continuação do julgamento contra Suu Kyi está prevista para amanhã, mas Nyan Win disse acreditar que será adiada até que o assunto das testemunhas seja resolvido.

A ONU, os Estados Unidos e outros Governos pediram a libertação imediata de Suu Kyi.

Caso seja condenada, a principal líder opositora birmanesa pegará uma pena máxima de cinco anos de prisão, o que a impediria de concorrer nas eleições parlamentares birmanesas do ano que vem. EFE tai/bba

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