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Defesa de caso da mala questiona importância de credencial

Miami, 8 out (EFE).- Edward Shohat, advogado de defesa de Franklin Durán, questionou hoje a necessidade de portar, na Venezuela, uma credencial do serviço de inteligência desse país, algo, segundo ele, comum entre empresários.

EFE |

Em uma nova sessão do julgamento do "caso da mala", Shohat centrou hoje sua defesa em tentar provar que tal credencial não significa que a pessoa seja um agente dos serviços de espionagem.

Durán é acusado de atuar nos Estados Unidos como agente de um Governo estrangeiro sem ter se inscrito como tal.

Além de Durán, são acusados os venezuelanos Moisés Maiónica, Carlos Kauffmann e Antonio José Canchica, assim como o uruguaio Rodolfo Wanseele Paciello.

Durán sustenta que é inocente, enquanto Maiónica, Kauffmann e Wanseele Paciello se declararam culpados após conseguirem um acordo com a Procuradoria Federal em troca de penas mais leves. Canchica está foragido.

O advogado Edward Shohat chamou hoje, como testemunha, o empresário Ran Cohen, de dupla nacionalidade israelense e americana, apontado como mentor de Durán.

Cohen indicou que "é comum" na Venezuela empresários portarem credenciais dos serviços de inteligência.

Segundo ele, também possui uma credencial igual o venezuelano-americano Guido Alejandro Antonini Wilson, detido no ano passado levando uma mala com US$ 800 mil que seriam destinados à campanha eleitoral da atual presidente da Argentina, Cristina Fernández.

Após interrogar Cohen, o advogado de Durán chamou um tradutor para lhe esclarecer o conteúdo de diversas transcrições feitas pelo FBI de gravações com conversas de Antonini Wilson.

O objetivo de Shohat é eliminar as referências nas transcrições que mais comprometam seu cliente.

As autoridades argentinas confiscaram a mala de Antonini Wilson em 4 de agosto de 2007 e testemunhas da Procuradoria Federal declararam que o dinheiro era doação da estatal Petróleos de Venezuela S . A (PDVSA) para a campanha eleitoral de Cristina Fernández. EFE ef/jp

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