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Defesa de Menem afirma que acusação de contrabando de armas é inconsistente

Buenos Aires, 29 nov (EFE) - A defesa do ex-presidente argentino Carlos Menem afirmou hoje que a acusação judicial contra o ex-líder por contrabando de armas à Croácia e ao Equador é inconsistente e nula. O advogado do ex-líder, Maximiliano Rusconi, afirmou que a acusação por contrabando feita na sexta-feira pela Promotoria não possui uma mínima base sólida e é, simplesmente, nula em termos absolutos. Menem, acusado de ser co-autor de um crime de contrabando agravado, ouviu através de uma videoconferência a acusação contra si lida pelo Tribunal Oral no Juizado Econômico 3 em Buenos Aires. O ex-presidente (1989-1999) cumpriu o trâmite na sede do Conselho Federal de Investimentos em La Rioja, sua província natal, onde se recupera de um quadro de anemia e estresse que, de acordo com os advogados de defesa, o impede de viajar à capital do país. A Promotoria acusou o ex-líder de ter feito uma contribuição indispensável e necessária para a venda ilegal de armas argentinas à Croácia e ao Equador entre 1991 e 1995. Vimos uma das acusações mais inconsistentes em termos jurídicos e de fatos concretos de que possamos lembrar, algo que seguramente motivará um conjunto de protestos e objeções, disse o advogado em comunicado. Rusconi disse que, se o tribunal demonstrar sua independência institucional, mais cedo do que tarde, advertirá não só a ausência total de responsabilidade de Menem, mas, o que é muito mais grave, deixará às claras as descom...

EFE |

Entre 1991 e 1995, estes dois países receberam munição, canhões e fuzis produzidos pela estatal argentina Fabricaciones Militares, em um momento em que estava em vigor uma proibição internacional de fornecer armamento a estas nações.

Durante o julgamento, que deve durar sete meses, espera-se que deponham mais de 400 pessoas, entre elas os ex-presidentes Raúl Alfonsín (1983-1989) e Fernando de la Rúa (1999-2001), o ex-chefe do Exército Martín Balza e o ex-embaixador dos Estados Unidos em Buenos Aires James Cheek. EFE nk/db

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