Defesa de Fujimori diz ter provas para reverter pena de 25 anos

Lima, 5 jan (EFE).- A defesa de Alberto Fujimori assegurou hoje ter provas que permitirão demonstrar a inocência do ex-presidente peruano, que teve uma sentença de 25 anos de prisão por dois massacres e dois sequestros ratificada no sábado passado.

EFE |

Em entrevista à rádio local "RPP", o advogado César Nakazaki explicou que um dos recursos analisados é o de "revisão de pena", a partir do qual apresentará novas provas perante o Tribunal Constitucional (TC).

Nakazaki disse que com esses argumentos pretende demonstrar que no Governo Fujimori (1990-2000) não houve uma política de "guerra suja", mas sim "excessos e erros" no combate ao terrorismo.

O advogado, no entanto, se negou a revelar os detalhes das novas provas por, como destacou, temer o desaparecimento de testemunhas ou a abertura de novos processos.

Após conhecer a sentença no fim de semana, Nakazaki anunciou que iniciaria uma série de procedimentos legais para buscar a nulidade da pena.

Para Nakazaki, é preciso esperar que termine a batalha legal, que para o Poder Judiciário já está liquidada, antes de buscar um indulto presidencial. O advogado, no entanto, já disse que não vê nenhuma possibilidade que tal benefício seja concedido durante o Governo do atual presidente, Alan García.

A Primeira Sala Penal Transitória da Suprema Corte de Justiça confirmou no sábado passado por unanimidade a condenação a 25 anos de prisão a Fujimori pelo massacre de 25 pessoas em Barrios Altos (1991) e La Cantuta (1992), dentro da luta contra o terrorismo.

Esse tribunal ratificou ainda por maioria a pena por o presidente ter sido responsável pelo sequestro do jornalista Gustavo Gorriti e do empresário Samuel Dyer, após o chamado "autogolpe" de Estado de 1992. EFE watt/rr

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