Defensoria vê membros do Governo envolvidos no massacre em Pando

La Paz, 29 nov (EFE).- O defensor público boliviano Waldo Albarracín afirmou hoje que houve participação direta de funcionários do Governo do departamento (estado) de Pando no massacre do último dia 11 de setembro, no qual morreram 19 pessoas, em sua maioria camponeses.

EFE |

Em coletiva de imprensa, Albarracín não quis se pronunciar sobre o envolvimento do ex-governador regional Leopoldo Fernández já que, segundo ele, "é o Ministério Público que deve definir sua participação".

"O massacre no qual camponeses perderam a vida é um delito de lesa-humanidade", afirmou Albarracín.

Para ele, nos enfrentamentos aconteceu um "uso desproporcional de armas de fogo" contra o "estado de indefesa em que se encontravam os camponeses".

O defensor público assegura que constatou que a Polícia Nacional não fez o suficiente para garantir, durante os enfrentamentos, a segurança e inclusive, em alguns casos, se "negou a fornecê-la".

Fora isso, considerou que os feridos que foram transferidos a hospitais tiveram "atendimento médico e de emergência limitado devido às pressões" exercidas por grupos cívicos opositores ao Governo Evo Morales.

O defensor público lamentou o "uso desproporcional e excessivo da força" nas detenções e confinamentos de várias pessoas deste departamento.

Por tudo isso, pediu às autoridades que esses crimes não fiquem na impunidade, que os culpados sejam identificados e que seja dada assistência social, humanitária e sanitária às vítimas. EFE lav/rr

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