Defensora dos direitos humanos vence batalha judicial na Malásia

Kuala Lumpur, 24 nov (EFE).- Um juiz decidiu hoje a favor de uma das mais destacadas defensoras dos direitos humanos na Malásia, Irene Fernandez, que em 1995 denunciou as péssimas condições dos centros de detenção de imigrantes estrangeiros.

EFE |

Fernández, de 62 anos, diretora e co-fundadora da ONG Tenaganita, recebeu com grande alegria a sentença judicial, enquanto seus seguidores presentes na sala aplaudiram.

A Promotoria frisou que não recorrerá da decisão do juiz Mohammed Apandi, da Alta Magistratura de Kuala Lumpur, por considerar que fazer isso "não seria do melhor interesse do Estado".

Há 12 anos, a ativista publicou um texto intitulado "Abusos, torturas e condições desumanas dos trabalhadores imigrantes nos centros de detenção".

No ano seguinte, foi detida pela Polícia e acusada de "publicar informação falsa com fins mal-intencionados", acusação que a levou a ser condenada a 12 meses de prisão em 2003.

Fernández, mãe de três filhos, recebeu em 2005 o prêmio Right Livelihood, criado pelo sueco Jakob von Uexkull em 1980, por seu "seu trabalho excepcional e bravo para deter a violência contra mulheres e os abusos sobre os trabalhadores pobres e emigrantes".

EFE lol/rr

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