Tegucigalpa, 29 jul (EFE).- O comissário de Direitos Humanos e o novo ministro da Defesa de Honduras, Ramón Custódio e Adolfo Sevilla, confirmaram hoje que são dois dos quatro funcionários de quem os Estados Unidos suspenderam os vistos diplomáticos, em resposta ao golpe de Estado contra Manuel Zelaya.

"Não posso fazer nada além de confirmar", disse Custódio à imprensa, que afirmou que na sexta-feira passada recebeu uma notificação telefônica sobre a suspensão e ontem, a pedido seu, a embaixada americana em Tegucigalpa a ratificou por escrito.

Sevilla também disse a jornalistas que recebeu a notificação da embaixada e minimizou a importância da medida ao ressaltar que é feliz viajando internamente em seu país.

"Aceitamos qualquer decisão destas", afirmou o funcionário, que foi vice-ministro da Defesa no Governo de Zelaya.

O Governo dos EUA anunciou ontem que suspendeu os vistos de quatro funcionários hondurenhos.

Os outros dois afetados são o magistrado Tomás Arita, que ordenou os militares a prenderem Zelaya no dia de sua deposição, 28 de junho, e o líder do Parlamento, Alfredo Saavedra.

Custódio considerou que a suspensão de seu visto "é uma ofensa para o povo hondurenho, porque represento meu povo, não nenhum Governo" e disse que, por vontade própria, também não utilizará o visto de turista para viajar aos EUA.

"Não sou narcotraficante, não sou corrupto, nem demagogo de esquerda ou de direita", acrescentou e comentou que, se tivesse que ir para os EUA para receber tratamento médico, preferiria "morrer dignamente em meu país". EFE lam/pd

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