Defensor público colombiano pede que Farc permitam missão médica

Bogotá, 8 abr (EFE) - O defensor público da Colômbia, Volmar Pérez, pediu hoje às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) refletirem e permitirem a verificação do estado dos reféns doentes, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt.

EFE |

"Esperamos que as Farc reflitam, que reconsiderem sua posição e pedimos, mais uma vez, de forma pública, que entendam essa necessidade", disse Pérez aos jornalistas.

Ele acrescentou que essa guerrilha deve assumir "esse compromisso ético perante a Nação" para "tornar possível a presença de uma missão médica com essas características", como a preparada pelos países "facilitadores" França, Espanha e Suíça.

De Paris, o Ministério de Exteriores da França tinha emitido um comunicado anunciando que a missão humanitária abandonará a Colômbia em breve, após a rejeição das Farc à sua atitude humanitária.

Na quinta-feira passada, aterrissou em Bogotá um avião com equipamento e equipe médica para ir ao local apontado pelos rebeldes.

"A determinação dos três países 'facilitadores' continua intacta.

Permanecerão plenamente mobilizados em favor da libertação de Ingrid Betancourt e dos reféns mais fracos e de uma solução humanitária", segundo a nota divulgada hoje em Paris.

Pouco antes, um comunicado do "secretariado" das Farc, seus principais chefes, declarou que a missão "não procede", porque não foi "resultado de uma negociação".

Foi precisamente o defensor público da Colômbia quem alertou em 27 de março sobre o estado de saúde de Betancourt e disse então que este era "muito, muito delicado". EFE rrm/bf/db

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