Defensor do Povo boliviano visita povoado do massacre de camponeses

O Defensor do Povo boliviano, Waldo Albarracín, visitou nesta quarta-feira o povoado de Filadelfia, no departamento de Pando, onde na quinta-feira passada morreram 16 camponeses em confrontos com manifestantes opostos ao presidente Evo Morales.

AFP |

"É importante saber a verdade exata do que ocorreu aqui. O país tem que saber o que aconteceu, precisamos identificar todas as vítimas, porque até o momento não sabemos sequer quantas pessoas morreram", disse Albarracín à população local.

Na quinta-feira passada, um grupo armado atacou uma coluna de camponeses partidários de Evo Morales na estrada entre Filadelfia e Porvenir. Após uma troca de tiros, 16 camponeses morreram, segundo o governo.

Os sindicatos agrários locais afirmam que o ataque deixou 30 mortos.

No domingo passado, a prefeitura de Filadelfia foi incendiada por desconhecidos, e desde a segunda-feira a região é ocupada por policiais e soldados.

Albarracín se reuniu com o prefeito de Filadelfia, Antonio Aguilera, para discutir o caso.

"O incentivo fundamental para os criminosos é a impunidade. Agora, as instituições bolivianas têm que cumprir o seu papel. A população precisa de paz, o país deve compreender que a dor desta gente é também a nossa dor", disse o Defensor do Povo.

Para Aguilera, um "primeiro passo importante foi dado com a prisão do senhor Fernández", o governador do departamento de Pando.

Vários camponeses narraram a Albarracín detalhes do ataque e de como fugiram para a montanha.

O massacre levou o presidente Morales a decretar o estado de sítio em Pando, cuja capital, Cobija, foi ocupada pelo Exército, que deteve o governador local, Leopoldo Fernández.

ahg/LR

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