Declaração sobre Mumbai custa cargo de conselheiro paquistanês

ISLAMABAD - O primeiro-ministro do Paquistão, Yousaf Razá Gillani, demitiu seu conselheiro de Segurança Nacional, Mahmoud Ali Durrani, por reconhecer à imprensa, sem consultá-lo, que o único terrorista detido vivo nos ataques de Mumbai (ex-Bombaim) era paquistanês.

EFE |

"Efetivamente, o conselheiro foi demitido", confirmou hoje à Agência Efe por telefone um porta-voz do Ministério do Interior, Shahidullah Baig.

Em comunicado, o escritório do primeiro-ministro justificou a medida pela "conduta irresponsável" e a "falta de coordenação em assuntos de segurança nacional" de Durrani.

Segundo disse o premier ontem à noite ao canal "Geo TV", o assessor do Governo não tinha consultado previamente ele sobre as declarações feitas à imprensa indiana, nas quais reconhecia que o único terrorista detido pelos ataques de Mumbai era paquistanês.

Para o primeiro-ministro, as declarações de Durrani danificaram a imagem do país.

O Paquistão não havia reconhecido oficialmente, até a última quarta-feira, que o terrorista era cidadão do país.

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