Decisão judicial agrava crise entre Colômbia e Equador

BOGOTÁ (Reuters) - Um juiz equatoriano ordenou a prisão de um ex-ministro da Colômbia envolvido no bombardeio do ano passado em território equatoriano, mas o governo colombiano se recusou a reconhecer sua jurisdição. O caso agravou a tensão entre os dois países. Em março do ano passado o então ministro colombiano da Defesa, Juan Manuel Santos, ordenou o bombardeio de um acampamento da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Entre os mortos estava Raúl Reyes, um alto comandante das Farc.

Reuters |

O governo esquerdista do Equador rompeu relações diplomáticas com a Colômbia por causa do bombardeio, dizendo que violou sua soberania. Na segunda-feira, um juiz da região amazônica onde ocorreu a invasão ordenou a prisão de Santos.

A Colômbia reagiu com um comunicado no qual diz que o juiz não tem nenhum direito de prender Santos ou qualquer outra pessoa envolvida no bombardeio.

"Não podemos permitir que terrorismo político ou judiciário retire de nós, colombianos, o direito de recuperar nossa segurança", disse o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, na noite de quarta-feira. Uribe é popular entre os eleitores por sua ação repressiva contra as Farc, grupo financiado pelo tráfico de cocaína.

"O governo colombiano não vai permitir que eles toquem no ex-ministro Santos", afirmou o presidente.

Uribe está flertando com a ideia de disputar um terceiro mandato no ano que vem se seus partidários puderem modificar a Constituição para permitir que ele tente um novo mandato. Santos é considerado a principal alternativa no caso de Uribe não poder concorrer.

(Reportagem de Hugh Bronstein)

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