Decisão final sobre compra de caças será de Lula, diz Amorim

Genebra, 6 jan (EFE).- O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou hoje que a compra que o Brasil fará de 36 aviões militares corresponderá, em última instância, a uma decisão política.

EFE |

"A decisão final é sempre política porque é tomada por órgãos políticos", respondeu Amorim a uma pergunta relacionada com a preferência que a Força Aérea Brasileira (FAB) teria mostrado pelo modelo Gripen NG, de fabricação sueca, em detrimento da oferta francesa de aviões Rafale.

"Evidentemente, vamos estudá-lo e levá-lo em conta (o relatório da FAB), mas é uma decisão do presidente da República, assessorado pelo Conselho de Defesa", assinalou Amorim em um breve encontro com jornalistas após uma reunião em Genebra com o chanceler da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Riad Maliki.

Amorim reiterou que a compra desses aviões "não é uma decisão exclusivamente militar" Como foi repercutido hoje pela imprensa brasileira, as preferências dos militares foram incluídas em um relatório técnico entregue ao Ministério da Defesa após a análise dos três aviões que disputam a licitação.

A terceira oferta é a de aviões F-18 Super Hornet, da americana Boeing.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia mostrado sua preferência pelo avião Rafale, pois a França prometeu ao Brasil transferência de tecnologia sem restrições.

Amorim estará amanhã em Paris para participar de um evento provavelmente também com a presença do presidente Nicolas Sarkozy, embora tenha esclarecido que não tem prevista nenhuma reunião com o chefe de Estado francês. EFE is/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG