Decisão dos EUA de suspender vistos causa preocupação em Honduras

Diversos setores de Tegucigalpa manifestaram preocupação com a decisão dos Estados Unidos de suspender a emissão de vistos a hondurenhos, devido ao impacto que a medida poderá ter na economia do país e pela possibilidade de que aumentem as sanções.

AFP |

Tanto a cúpula do setor privado quanto os pequenos e médios produtores reconhecem que a suspensão de vistos poderá afetar o clima de negócios com os Estados Unidos - mercado ao qual se dirigem mais de 50% das exportações do país.

O Departamento de Estado americano havia anunciado a suspensão, a partir desta quarta-feira, do seu serviço de concessão de vistos em Honduras, com exceção de casos emergenciais, para forçar uma saída negociada para a crise, depois do golpe de Estado que depôs o presidente Manuel Zelaya.

Como apoio à atual missão de chanceleres da região em Tegucigalpa, o Departamento de Estado decidiu "revisar totalmente a política de vistos em Honduras", ressaltou o governo americano em comunicado.

A disposição coincidiu com o fracasso de uma missão de chanceleres da Organização de Estados Americanos (OEA), que viajou a Tegucigalpa no começo da semana para tentar convencer o governo de Roberto Micheletti a aceitar o plano Arias de retorno da democracia a Honduras, e que prevê a volta de Zelaya como ponto central.

"Esta questão dos vistos tem efeito negativo muito grande, sobretudo porque afeta a compra de matérias-primas, necessárias para os processos produtivos da pequena e média empresa", disse à AFP o presidente da Associação Nacional da Pequena e Média Empresa de Honduras (ANMPIH), Enrique Núñez.

Outro líder empresarial, Jorge Canahuati, também se mostrou preocupado com a situação, fazendo apelo aos diferentes atores políticos do país a encontrar uma saída "equilibrada" para a crise.

Já o subsecretário americano para Assuntos Andinos e do Cone Sul, Christopher McMullen, afirmou nesta quarta-feira em Montevidéu que seu país aplicará "mais pressão" sobre o governo de fato em Honduras.

McMullen não quis dar detalhes "sobre as ferramentas que poderão ser usadas" afirmando que "temos todas as opções".

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