Debate sobre plano preocupa; Buffett aposta no Goldman

Por Jason Szep NOVA YORK (Reuters) - Wall Street encara nesta terça-feira o segundo dia de debates políticos sobre a proposta de 700 bilhões de dólares para resgatar bancos em apuros, ao mesmo tempo em que o bilionário Warren Buffett deu um voto de confiança aos mercados, ao anunciar investimentos de 5 bilhões de dólares no gigante Goldman Sachs.

Reuters |

O chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, apresentou sua pior avaliação sobre as perspectivas econômicas desde o ínicio da crise de crédito, no ano passado, dizendo que os mercados globais estão sob "extraordinário estresse" e ameaçando a já combalida economia norte-americana.

"O Congresso precisa agir com urgência para estabilizar a situação e evitar o que pode ser consequências muito sérias para nossos mercados financeiros e para nossa economia", disse o presidente do banco central dos EUA, no segundo dia de depoimentos aos parlamentares norte-americanos, que estão céticos em relação ao pacote montado pelo Tesouro.

A crise financeira se tornou o assunto número 1 para as eleições presidenciais de 4 de novembro, e como muitos parlamentares estão em busca da reeleição, a maioria está relutante em simplesmente dar o carimbo de aprovação ao pacote proposto pelo governo do presidente Georg W. Bush.

Uma pesquisa do Washington Post-ABC News mostrou que o democrata Barack Obama abriu uma vantagem de 9 pontos ante ao republicano John McCain na corrida presidencial, em meio aos distúrbios no sistema financeiro e o crescente pessimismo em relação à saúde da economia dos EUA.

As bolsas de valores em Wall Street abriram a sessão em alta, animadas pela notícia sobre o investimento de Buffett no Goldman Sachs. Mas a volatilidade impedia que os mercados firmassem uma tendência.

O Berkshire Hathaway de Buffett irá comprar até 9 por cento do Goldman, que anunciou planos de vender 2,5 bilhões de dólares em ações ordinárias.

O terceiro maior banco do Japão, o Sumitomo Mitsui Financial Group, também planeja investir no Goldman, informou a mídia japonesa nesta quarta-feira.

Empresas financeiras do Japão já compraram ativos do Lehman Brothers e uma participação no Morgan Stanley, aproveitando o momento conturbado para ampliar a presença nos mercados internacionais.

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