Debate sobre controle de material nuclear pode começar este ano

Por Stephanie Nebehay GENEBRA (Reuters) - Os trabalhos para a elaboração de um tratado de banimento de material físsil usado na fabricação da bomba atômica poderão começar este ano, já que está se esboçando um frágil consenso sobre o assunto, disseram diplomatas nesta terça-feira, em Genebra.

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A Conferência sobre Desarmamento, patrocinada pela ONU, encerrou uma década de impasse no mês passado quando surgiu um acordo para um ambicioso programa de trabalho em 2009, que a entidade espera que seja concluído no início de 2010.

Mas a conferência ainda terá de decidir quem conduzirá as conversações sobre sete pontos-chave. A prioridade continua sendo as negociações, estancadas há muito tempo, para a proibição de plutônio e urânio altamente enriquecido, vistas como um passo essencial para o desarmamento nuclear multilateral.

A China e o Paquistão, ambos de posse de armas nucleares, expressaram pequenas objeções em relação a um consenso que começa a se formar sobre os candidatos a liderar estas conversações. Essa posição levou alguns diplomatas ocidentais a temerem que os dois países ainda possam minar a lista, geograficamente equilibrada, de representantes propostos, ainda em avaliação.

"O argentino que preside a conferência obteve a anuência dos membros para sete nomes. Mas dois países estão retardando sua posição", disse uma fonte diplomática, falando sob condição de anonimato.

"A expectativa geral é que a conferência possa estar em condições de avançar na quinta-feira."

Serão feitas quatro nomeações para o comando de grupos de trabalho em quatro temas centrais na sede em Genebra, cuja sessão final deste ano se encerra em 18 de setembro.

O embaixador de desarmamento da neutra Suíça, Juerg Streuli, é cotado para liderar as negociações sobre material físsil enquanto o representante indonésio, Dian Triansyah Djani, conduziria as conversações sobre a interrupção da corrida por armas nucleares, segundo fontes diplomáticas.

O representante do Brasil, Luiz Filipe de Macedo Soares, presidiria as conversações sobre prevenção da corrida de armas no espaço longínquo, conhecida como Paros.

Pela Ucrânia, Mykola Maimeskul, conduziria ao diálogo para assegurar aos Estados sem armas nucleares que eles não serão atacados.

Seriam nomeados coordenadores especiais em três áreas: novas armas de destruição em massa (Zimbábue); programa abrangente de desarmamento (México) e transparência em armamentos (Finlândia).

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