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Debate na BBC sobre a execução de homossexuais gera polêmica

Londres, 17 dez (EFE).- A BBC despertou antipatia no Reino Unido ao organizar uma pesquisa em seu site com a seguinte pergunta: deveriam os homossexuais estar expostos ao perigo (de contado com outros homossexuais contaminados com vírus HIV) ou ser executados? Colocada em uma seção em que o público pode expressar sua opinião sobre algum tema da atualidade, a pesquisa surgiu a partir de um projeto de lei proposto ao Parlamento de Uganda que penalizaria com morte a homossexualidade agravada - manter relações com pessoas com deficiência, menores de idade ou quando o acusado tem o vírus HIV.

EFE |

O projeto prevê pena de morte aos soropositivos que participem de um ato homossexual e a prisão perpétua para as toda pessoa acusada pelo "crime" de homossexualidade.

Mais de 80 pessoas criticaram a pesquisa da "BBC", alguns poucos se mostraram favoráveis a penas, mas muitos outros se espantaram com a pergunta.

"É certo o que estou lendo? Onde estamos? Será que a próxima pergunta será sobre o fuzilamento de negros?", questionou um das pessoas que criticou a pesquisa.

A polêmica chegou à Câmara dos Comuns, onde o deputado Erick Joyce assinalou que em vez de fazer esse tipo de pergunta, a "BBC" deveria limitar a condenar o que ocorre em Uganda, como "condenamos a violência sexual no Congo e o genocídio em Ruanda e Darfur".

"É função da "BBC" emprestar credibilidade a uma vil discussão em torno de um projeto legislativo abominável e selvagem?", perguntou o deputado trabalhista, que encorajou as pessoas a enviar mensagens pelo Twitter para acabar com a polêmica.

A decisão da "BBC" foi também fortemente atacada por Ben Summerskill, diretor-executivo de Stonewall, ONG dedicada a defender os direitos dos homossexuais.

Summerskill criticou a "BBC" por não dedicar espaço para notícias com temas relacionados ao mundo homossexual, como os últimos assassinatos de pessoas com essa orientação, e classificou de "estranho" que diante da pouca atenção ao assunto a empresa dedique atenção a questionar a execução de gays. EFE jr/dm

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