Debate entre Obama e McCain segue incerto no Mississipi

Oxford (EUA), 26 set (EFE) - O debate entre os candidatos presidenciais dos Estados Unidos previsto para hoje segue em aberto, uma incerteza que irrita igualmente partidários e críticos do republicano John McCain, responsável por este interminável suspense. A Universidade do Mississipi, um estado do sul no qual o candidato republicano à Casa Branca tem raízes e é um personagem querido, é o cenário escolhido para o primeiro debate entre McCain e o aspirante democrata, Barack Obama, na campanha para as eleições de 4 de novembro Na quarta-feira, no entanto, o republicano anunciou que cancelava seus atos eleitorais e pediu que o debate de hoje fosse adiado para que pudesse participar das negociações em andamento sobre o plano de resgate de um setor financeiro em crise. Obama rejeitou a proposta e insiste em que viajará hoje ao Mississipi. Curtis Wilkie, um jornalista veterano que dá aulas agora na Universidade do Mississipi, lembrou na quinta-feira em coletiva de imprensa como a presença de McCain no campus há três anos reuniu uma audiência recorde. Wilkie disse que não foram realizadas pesquisas no centro sobre as inclinações políticas dos mais de 17 mil estudantes, mas afirmou estar convencido de que, se fossem feitas, a balança se inclinaria para o lado de McCain. Porém, tanto o jornalista quanto outros professores e estudantes consultados pela Agência Efe coincidiram em destacar que a decisão do senador de condicionar sua participação no debate a u...

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Na quinta-feira, Obama disse que, apesar de a "principal prioridade" ser fechar o acordo para o resgate, "também é importante dizer ao povo americano para onde o próximo presidente quer dirigir o país e como vai lidar com esta crise".

McCain, enquanto isso, continua inflexível.

"Acho que é muito possível que possamos alcançar um acordo a tempo para que viaje ao Mississipi", destacou na quinta-feira à noite.

"Entendo quão importante é este debate e mantenho a esperança (de poder ir), mas também tenho que pôr (os interesses) do país à frente", acrescentou.

O senador pelo Arizona estará hoje no Capitólio, onde seguirá trabalhando na busca de uma solução bipartidária à crise, segundo informou sua campanha.

"É uma decisão ridícula", disse à Efe James Lumpp, professor de jornalismo da Universidade do Mississipi, que acrescentou que foi um "golpe de efeito" para salvar uma campanha que, segundo ele, "está se deteriorando".

Uma pesquisa publicada na quarta-feira situou pela primeira vez Obama com uma clara vantagem, com nove pontos de superioridade.

A campanha republicana insiste em que a disputa segue "dentro da margem de erro" nos poucos estados nos quais as eleições de 4 de novembro devem ser decididas.

Enquanto isso, o campus da Universidade do Mississipi amanheceu hoje sob um sol radiante inundado de cartazes que anunciam o debate.

"Até agora eu era claramente pró-McCain", disse à Efe Evan Extine, um estudante republicano, que explicou estar irritado com a drástica medida de seu candidato.

"Acho que decidiu agir desta forma porque estava atrás nas pesquisas, e não me agrade que McCain faça parecer que ele se importa mais com o país do que Obama", afirmou Extine.

Katy Hartman, uma estudante de relações internacionais que pretende votar em McCain em 4 de novembro, também se mostra desapontada: "Ele aparecerá?", pergunta a jovem, que esperou pela ocasião o ano todo. EFE tb/db

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