Debate entre McCain e Obama começa com foco na crise econômica

Redção central, 15 out (EFE) - A crise financeira, como não podia deixar de ser, deu o tom no último debate entre os candidatos democrata e republicano à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e John McCain, respectivamente, realizado na Universidade Hofstra, em Hempstead.

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Após serem convidados a defender seus próprios planos para enfrentar a crise nos mercados financeiros, ambos aproveitaram para delinear, em linhas gerais, suas propostas e criticar as sugestões dos rivais.

Obama e McCain haviam apresentado, na segunda e na terça-feira, respectivamente, seus planos para conter os efeitos da crise na economia e no bolso dos americanos comuns, que divergiam principalmente em relação à questão dos impostos.

Enquanto o democrata defende o aumento das taxas às grandes empresas para aliviar o bolso dos consumidores, o republicano sustentou exatamente o contrário, o que permitiria, em sua opinião, criar mais empregos.

McCain, que se disse desapontado com a política adotada pelo secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, reconheceu que os americanos estão irritados com a situação, e afirmou que a primeira ação voltada a reverter a crise perante os americanos comuns é "fazer as pessoas acreditarem que têm uma casa".

Enquanto McCain alegou que sua proposta de cortar taxas das grandes empresas vai "estimular a criação de empregos e espalhar a riqueza" entre a população, Obama respondeu afirmando que seu plano de aumentar os impostos dessas mesmas companhias tem como objetivo ajudar 95% dos americanos que ganham menos de US$ 250 mil por ano.

O republicano criticou a proposta e questionou: "Por que aumentar as taxas?", ao que o adversário democrata retorquiu lembrando que sua idéia é dar alívio às famílias de renda baixa e média. EFE db/db

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