O líder conservador David Cameron é cada vez mais favorito das eleições gerais que acontecerão na quinta-feira na Grã-Bretanha, sobre as quais pesa, pela primeira vez desde 1974, a ameaça de um Parlamento sem maioria absoluta." /

O líder conservador David Cameron é cada vez mais favorito das eleições gerais que acontecerão na quinta-feira na Grã-Bretanha, sobre as quais pesa, pela primeira vez desde 1974, a ameaça de um Parlamento sem maioria absoluta." /

David Cameron favorito a dois dias das eleições britânicas

O líder conservador David Cameron é cada vez mais favorito das eleições gerais que acontecerão na quinta-feira na Grã-Bretanha, sobre as quais pesa, pela primeira vez desde 1974, a ameaça de um Parlamento sem maioria absoluta.

AFP |

O líder conservador David Cameron é cada vez mais favorito das eleições gerais que acontecerão na quinta-feira na Grã-Bretanha, sobre as quais pesa, pela primeira vez desde 1974, a ameaça de um Parlamento sem maioria absoluta.

Segundo as três pesquisas publicadas nesta terça-feira, os 'Tories' de Cameron, que sonham voltar ao poder depois de três governos trabalhistas consecutivos, obteriam entre 33% e 37% dos votos.

Os trabalhistas do primeiro-ministro Gordon Brown (entre 28% e 29%) mantêm uma disputa acirrada pelo segundo lugar com os liberal-democratas de Nick Clegg, que a dois dias da votação parece ter perdido um pouco de fôlego, mas que pode ter a chave de um governo trabalhista.

A vantagem conservadora seria, no momento, insuficiente para dar a Cameron a maioria absoluta de 326 cadeiras na Câmara dos Comuns, a câmara baixa do Parlamento, em consequência do peculiar sistema eleitoral britânico.

O sistema atual favorece os trabalhistas, que mesmo com menos votos podem eleger mais deputados.

Mas uma projeção realizada pelo instituto Ipsos Mori na noite de segunda-feira, com base em uma pesquisa realizada em 57 de 100 circunscrições consideradas decisivas, sugeriu pela primeira vez que o principal partido de oposição poderia obter uma pequena maioria absoluta de duas cadeiras.

Diante da incerteza, provocada em parte pela entrada de Clegg na disputa, conservadores e trabalhistas tentam a todo custo evitar um "hung parliament".

Brown e Cameron prosseguirão com as campanhas até a meia-noite de quarta-feira para tentar convencer os muitos indecisos.

"Se na sexta-feira vocês querem um governo que trabalhe e comece a limpar o desastre, têm que votar conservador na quinta-feira", declarou Cameron em Londres antes de viajar para a Irlanda do Norte, cujos deputados unionistas poderiam apoiar um governo conservador de minoria.

Brown, que busca legitimar nas urnas o cargo que herdou em 2007, afirmou nesta terça-feira que assumirá "total responsabilidade" se o partido for derrotado nas urnas, mas destacou que ainda existem "milhares de pessoas que precisam se decidir".

A declaração foi interpretada como uma admissão da tarefa difícil que tem pela frente, sobretudo depois que dois ministros de seu governo pediram aos eleitores uma votação tática nas circunscrições mais disputadas para evitar uma vitória conservadora.

"As pessoas devem agir com a cabeça e não com o coração para garantir que não acordarão com um deputado conservador e um governo conservador", declarou à BBC o ministro para Gales, Peter Hain, em um pedido implícito de vota nos liberal-democratas onde os candidatos deste partido tenham mais condições de vitória que os políticos trabalhistas.

Os 'Lib-Dems' têm tudo para obter um resultado histórico graças a seu líder Nick Clegg, que entrou com força no cenário político britânico ao vencer com brilho o primeiro debate transmitido pela TV na história do país.

O partido de centro e 'europeísta' de Clegg, que substituiu Cameron como defensor da mudança e conquistou um amplo setor do eleitorado desiludido com os dois "velhos partidos", pode ter um papel decisivo no caso de vitória trabalhista, mas condicionará qualquer aliança a uma reforma do sistema eleitoral.

Apelando aos eleitores desencantados, Cameron publicou um contrato com os eleitores com 16 promessas retiradas de seu programa eleitoral.

"Se não cumprirmos nossa parte do acordo, nos tirem em cinco anos", afirma o líder 'Tory', que aos 43 anos deseja ser o premier mais jovem desde o século XIX.

ra.zm/fp

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