Daschle pede desculpas no Senado dos EUA por impostos atrasados

WASHINGTON - O ex-senador democrata Tom Daschle, sugerido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, como secretário de Saúde, pediu desculpas hoje perante uma comissão do Senado e disse estar profundamente envergonhado com o pagamento atrasado de mais de US$ 120 mil em impostos.

EFE |

A revelação de que Daschle não pagou a tempo os devidos impostos sobre rendas adicionais desde que saiu do Congresso, em 2004, gerou críticas sobre o processo de revisão ao qual toda nomeação do gabinete presidencial é submetida.

Daschle, ex-senador por Dakota do Sul, corrigiu suas declarações de impostos de 2005 a 2007 no Serviço Interno de Rendas (IRS) para incorporar os US$ 128.203 atrasados e um total de US$ 11.964 em juros.

"Estou profundamente envergonhado e decepcionado com os erros que me obrigaram a corrigir minhas declarações de impostos", disse Daschle em carta enviada à Comissão de Finanças do Senado, a mesma que precisa recomendar sua confirmação perante o plenário da Câmara Alta.

"Peço desculpas pelos erros e lamento profundamente que vocês tenham tido que dedicar tempo a isso", acrescentou Daschle.

O ex-senador democrata não tinha declarado impostos sobre rendas adicionais que recebeu por um trabalho de consultoria e o uso de um serviço de veículo e motorista, e também não documentou corretamente algumas doações para caridade.

A Comissão de Finanças do Senado deve se reunir hoje a portas fechadas com Daschle, para dar a ele a oportunidade de esclarecer a origem desses erros.

Nomeado por Obama

Daschle, de 61 anos, foi nomeado por Obama como titular do Departamento de Saúde por sua experiência no campo e, se for confirmado, lideraria os esforços para reformar o sistema de saúde pública.

Na semana passada, ele informou ao Escritório de Ética Governamental do Congresso que recebeu mais de US$ 200 mil nos últimos dois anos para fazer discursos perante grupos do setor de saúde.

O valor é apenas uma pequena parte dos mais de US$ 5,2 milhões que Daschle ganhou para assessorar seguradoras e hospitais, além do trabalho que realizou nos setores de telecomunicações e energia.

De acordo com observadores, o dinheiro que o ex-senador obteve pelos discursos perante o setor de saúde não representam um conflito de interesses, ainda mais diante da tarefa que o ex-legislador terá para promover a reforma da saúde.

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