Nações Unidas, 22 mai (EFE).- O presidente da Assembleia Geral da ONU, Miguel DEscoto, deve propor hoje o adiamento da cúpula sobre a crise econômica que o órgão previa realizar entre os próximos dias 1º e 3 com o objetivo de dar mais tempo para negociar seu documento final e resolver problemas de agenda dos participantes.

D'Decoto apresentará sua proposta durante a reunião que a Assembleia Geral fará hoje às 17h de Brasília, na qual não espera encontrar oposição, disse seu porta-voz, Enrique Yeves.

"Nossa leitura da situação é de que há uma maioria de países que estão de acordo", contou.

Yeves declarou em entrevista coletiva que as novas datas da reunião podem ser os dias 24, 25 e 26 de junho, mas lembrou que a decisão final depende dos 192 países-membros das Nações Unidas.

Segundo o porta-voz, D'Escoto tinha receios quanto ao adiamento, "mas entende suas razões, particularmente em relação a um curto período de tempo para discutir o documento final".

O ambicioso texto, que propõe a construção de uma nova arquitetura financeira mundial, foi apresentado com atraso oficialmente na quarta-feira passada devido às divergências entre D'Escoto e algumas delegações.

A reunião na Assembleia Geral coincide com outros eventos, como a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean, em inglês), convocada pela Coreia do Sul para princípios de junho, e a Assembleia Geral da OEA, que Honduras organiza para os próximos dias 2 e 3.

O documento final tem como ponto de partida o relatório sobre a crise econômica global apresentado em 26 de março na Assembleia Geral da ONU por um grupo de economistas liderados pelo Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz.

Uma das propostas do relatório prevê a criação de um novo sistema internacional de reservas de capital que não seja dominado pelos países mais ricos, como ocorre na atualidade com o Fundo Monetário Internacional (FMI). EFE jju/bba

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