Nações Unidas, 28 jun (EFE).- O presidente da Assembleia Geral da ONU, o nicaraguense Miguel DDecoto, lançou hoje a acusação de que os Estados Unidos podem ter apoiado as ações dos militares de Honduras que tiraram do poder o presidente desse país, Manuel Zelaya, que foi levado para a Costa Rica.

Em comunicado, D'Escoto disse hoje que fez um pedido "especial" ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao qual lembrou que, "há poucos dias, na cúpula de Port of Spain, em Trinidad e Tobago, anunciou uma nova política de seu país para com a América Latina".

"Muitos se perguntam se esta tentativa de golpe é parte dessa nova política, já que o Exército hondurenho sabidamente tem um histórico de entreguismo total aos EUA", acusou o presidente da Assembleia.

Segundo D'Escoto, é "imprescindível" que, "para não dar lugar a estas dúvidas, Obama condene imediatamente a ação golpista contra Zelaya".

Em Washington, Obama expressou hoje mediante um comunicado sua "preocupação" com a "detenção e expulsão" de Zelaya e pediu que todos os atores políticos e sociais em Honduras respeitem as normas democráticas, o Estado de direito e os princípios da Carta Democrática Interamericana.

"As tensões e disputas que possam existir devem ser resolvidas pacificamente por meio do diálogo livre de qualquer interferência externa", afirmou o presidente americano.

Zelaya foi detido hoje por militares e levado contra sua vontade à Costa Rica, de onde denunciou seu "sequestro".

A ação militar aconteceu em um dia no qual estava prevista a realização de uma consulta sobre a convocação de uma Assembleia Constituinte, declarada ilegal pela Justiça hondurenha. EFE emm/bba

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