Danos do terremoto prejudicam ajuda humanitária no Haiti

Genebra, 13 jan (EFE).- Os danos nas infraestruturas prejudicam nas primeiras horas a distribuição da ajuda humanitária entre os afetados pelo terremoto no Haiti e é muito cedo para dar um balanço das vítimas, informou hoje a porta-voz do Escritório de Ajuda Humanitária da ONU, Elizabeth Byrs.

EFE |

As prioridades são o resgate das pessoas encontradas sob os escombros, resolver a falta de água em locais provisórios de abrigo, bem como os problemas de saneamento básico para evitar epidemias, afirmou Byrs.

O aeroporto de Porto Príncipe foi reaberto, mas o caminho que o liga até a cidade está muito danificado, informou a porta-voz da ONU, que afirmou que os escombros e outros obstáculos dificultam a passagem de veículos com ajuda humanitária.

Byrs confirmou que os serviços de saúde, de eletricidade, de abastecimento de água e de telecomunicações ficaram gravemente afetados na capital, que conta com 4 milhões de habitantes.

Os danos foram causados pelo próprio terremoto e pelos deslizamentos de terra que foram posteriormente registrados, enquanto se esperam "mais consequências (do terremoto) nas próximas horas", disse a porta-voz em entrevista coletiva em Genebra.

Ela acrescentou que é possível que além de Porto Príncipe, as localidades de Carrefour (leste da capital) e Jacmel (sudeste) também tenham ficado muito prejudicadas.

O Escritório Humanitário da ONU enviou a Porto Príncipe duas equipes de emergência que farão a coordenação e a avaliação das necessidades, além de mobilizar reforços adicionais provenientes do Panamá.

Também será empreendida uma missão conjunta de especialistas da ONU em questões humanitárias e do meio ambiente para determinar possíveis riscos como consequência dessa catástrofe, explicou Byrs.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) ressaltou que seus 200 empregados no Haiti foram localizados e que suas instalações não sofreram danos graves.

O PMA, que conta com reservas de 15 mil toneladas de alimentos e 125 toneladas de biscoitos energéticos nesse país e que poderá colocá-las rapidamente à disposição dos desabrigados.

Além disso, enviará de seu centro de armazenamento em El Salvador 90 toneladas adicionais de biscoitos energéticos, com as quais poderá alimentar 30 mil pessoas durante uma semana.

O diretor do PMA em Genebra, Charles Vincent, explicou que se trata da melhor medida temporária para responder à falta de alimentos entre pessoas que não contam com utensílios para cozinhar.

O responsável indicou também que avalia se a República Dominicana pode ser utilizada como o centro das operações de ajuda para o Haiti.

Além disso, nas próximas 48 horas será avaliarada a situação do porto da capital haitiana, sua capacidade de receber cargas de ajuda e se estes podem ser depois transportados às zonas onde se encontram as vítimas.

O Exército brasileiro confirmou hoje que pelo menos quatro militares do país que fazem parte da força de paz da ONU no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu na terça-feira esse país caribenho, enquanto pelo menos cinco militares ficaram feridos. EFE is/sa

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