Dança das cadeiras no governo francês

A Presidência da França anunciou na noite desta terça-feira várias mudanças no gabinete, entre elas a chegada de Brice Hortefeux, um colaborador ligado ao presidente Nicolas Sarkozy, ao ministério do Interior.

AFP |

A titular da pasta, Michèle Alliot-Marie, foi nomeada para a Justiça no lugar de Rachida Dati, que deixará o governo para um mandato no Parlamento Europeu.

O secretário-geral da Presidência francesa, Claude Guéant, também confirmou a designação de Frédéric Mitterand, sobrinho do ex-presidente François Mitterand, para o cargo de ministro da Cultura.

Os titulares dos dois ministérios mais importantes em tempos de crise, os da Economia, Christine Lagarde, e das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, foram confirmados em seus cargos respectivos.

A secretária de Estado encarregada dos Direitos Humanos, Rama Yade, ficará no governo, mas assumirá a pasta dos Esportes. Seu cargo, cuja criação fora qualificada de "erro" por Kouchner, foi suprimido.

Bruno le Maire deixará o secretariado de Estado para os Assuntos Europeus para se tornar ministro da Alimentação, da Agricultura e da Pesca. O posto de Le Maire será atribuído ao atual representante francês para o Afeganistão e o Paquistão, Pierre Lellouche.

Este remanejamento foi decidido depois da vitória da UMP, o partido no poder, nas eleições europeias de 7 de junho, e no dia seguinte a um discurso importante sobre a situação do Estado, pronunciado por Sarkozy diante dos senadores e dos deputados reunidos em Versalhes.

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