Damas de Branco voltam a fazer passeatas em Havana

Havana, 2 mai (EFE).- As Damas de Branco, grupo formado por familiares de opositores cubanos presos em 2003, voltaram a sair em passeata neste domingo graças à mediação da Igreja Católica diante do Governo de Cuba, confirmou hoje o arcebispo de Havana, cardeal Jaime Ortega.

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Havana, 2 mai (EFE).- As Damas de Branco, grupo formado por familiares de opositores cubanos presos em 2003, voltaram a sair em passeata neste domingo graças à mediação da Igreja Católica diante do Governo de Cuba, confirmou hoje o arcebispo de Havana, cardeal Jaime Ortega. Após três domingos sem poder protestar, as Damas de Branco e várias seguidoras chamadas de "damas de apoio" - no total, 12 mulheres - realizaram sua habitual passeata após a missa na igreja de Santa Rita, que hoje foi celebrada pelo próprio cardeal Ortega. Em declarações a correspondentes estrangeiros, Ortega explicou que ele próprio tomou a iniciativa de se dirigir ao Governo após os episódios ocorridos nos dois últimos domingos, quando as Damas de Branco não só não puderam caminhar, como foram submetidas a atos de repressão. Segundo o cardeal, após as negociações, as autoridades cubanas lhe pediram nesta semana que comunicasse às Damas de Branco que poderiam voltar a sair às ruas "prometendo que não haveria nenhuma dificuldade". "Me disseram que pelo menos durante o mês de maio (poderão desfilar) e que veríamos depois se está tudo bem", declarou Ortega. Ortega não quis falar sobre uma "flexibilização" da postura do Governo cubano, mas considerou este gesto como "um passo diferente, um modo um pouco inovador de atuar" e lembrou que, em outros momentos, conversas similares tiveram o "silêncio" como resposta. A porta-voz das Damas de Branco, Laura Pollán (esposa de Héctor Maseda, condenado a 20 anos de prisão), considerou o ocorrido hoje como uma "pequena vitória" da qual, no entanto, só estão satisfeitas "pela metade". "A nossa maior satisfação será o dia em que nossos parentes estarão em liberdade", disse Pollán, ao garantir que as Damas de Branco continuarão com as passeatas pacíficas. EFE sam/bba

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