Damas de Branco pedem libertação de presos em Cuba

Havana, 17 mar (EFE).- As Damas de Branco, grupo de familiares dos 75 opositores condenados em 2003 em Cuba, exigiram hoje do Governo da ilha a libertação imediata e incondicional dos presos, ao início de uma série de atividades para lembrar o aniversário das detenções.

EFE |

Em carta dirigida ao presidente cubano, Raúl Castro, e ao ex-governante Fidel Castro, o agrupamento lembra que, seis anos depois de os 75 serem detidos e condenados em julgamentos sumaríssimos, "ainda permanecem nas prisões 54 homens", 20 deles em penitenciárias "fora de suas províncias" de origem.

Laura Pollán, uma das fundadoras do movimento, disse a jornalistas que as Damas de Branco também enviarão uma "carta privada" ao comissário de Desenvolvimento e Ajuda Humanitária da União Europeia (UE), Louis Michel, que chega hoje à ilha para uma visita oficial até a quinta-feira.

"Fiquei muito feliz em saber que ele virá exatamente nesta data, porque, apesar de não nos visitar, conhecerá nossas atividades. Além disso, acredito que o Governo, que está há mais de 15 dias reprimindo nossos protestos, se controle, com medo do que dirá o comissário", acrescentou.

As condenações em julgamentos sumaríssimos dos 75 presos levaram a UE a estabelecer em 2003 sanções diplomáticas contra Cuba e ao rompimento na prática das relações entre o bloco e a ilha.

As Damas de Branco iniciam hoje seis dias de atividades para pedir a libertação dos presos em 2003, dos quais 54 continuam em prisão, e 19 se foram libertados, e 10 não estão em Cuba. EFE arj/mh

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