Dalai lama volta para Dharamsala às vésperas de encontro tibetano

Nova Délhi, 16 nov (EFE).- O dalai lama chegou hoje a seu palácio em Dharamsala, no norte da Índia, após passar vários dias em Nova Délhi, às vésperas do histórico conclave que a comunidade tibetana no exílio iniciará nesta segunda-feira.

EFE |

Os líderes tibetanos se reunirão para decidir o futuro do movimento tibetano sobre o domínio chinês da região, mas o dalai lama não participará do encontro, para não interferir em seu desenvolvimento, disse à agência "Ians" seu porta-voz, Tenzin Talkha.

A reunião especial será realizada pela primeira vez em décadas como resultado da convocação pelo Parlamento tibetano no exílio, por pedido do dalai lama.

Os reunidos decidirão, entre amanhã e dia 22, se colocam fim às rodadas de conversas informais mantidas com as autoridades chinesas.

Os enviados do dalai lama se reuniram com funcionários chineses pela oitava vez no início deste mês, sem chegar a acordos para uma solução sobre o conflito do Tibete.

"Após a sexta rodada de consultas com os funcionários, não havia planos de realizar mais reuniões no futuro imediato. Mas, devido à urgente situação de março no Tibete, foram mantidas discussões informais (...). No entanto, não se chegou a nenhum progresso real", disse o dalai lama, em comunicado prévio ao conclave.

Tanto o líder religioso quanto o Governo tibetano no exílio dizem que o confronto no Tibete pode ser resolvido com um maior grau de autonomia para a região.

O conclave tibetano ocorrerá quase 50 anos após a fuga para o exílio do dalai lama e de seus partidários, em 1959.

Entre os objetivos da reunião, segundo a "Ians", está o propósito de obter apoio da comunidade internacional para que pressione a China, depois das críticas recebidas por sua gestão da revolta tibetana de março.

"Esta reunião tem um grande significado: acontece após o fracasso de oito rodadas de diálogo desde 2002 e a revolta tibetana de março", disse à "Ians" o deputado Karma Yeshi.

"O dalai lama e os líderes no exílio fizeram muitos esforços para resolver o assunto, mas a China nunca foi sincera e se limitou a deixar passar o tempo. Eles criticaram o dalai lama, o que nenhum tibetano pode tolerar", acrescentou Yeshi.

O líder religioso e o Parlamento no exílio têm residência na localidade de Dharamsala, no norte da Índia, país onde vivem cerca de 100 mil exilados tibetanos. EFE daa/fh/an

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