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Dalai lama volta a pedir à China reformas no Tibete

Berlim, 17 mai (EFE) - Durante sua visita à Alemanha, o dalai lama voltou a pedir hoje que o Governo chinês faça reformas no Tibete para melhorar a situação de seus habitantes. Enquanto não mudarem as condições de vida do povo no Tibete, as situações violentas continuarão, advertiu hoje o líder espiritual tibetano em seu terceiro dia de visita à Alemanha. O dalai lama voltou a afirmar que nunca apoiou os atos violentos porque, segundo ele, não pode apoiar a violência. O Prêmio Nobel da Paz fez estas declarações em um grande discurso na cidade alemã de Mönchengladbach, que foi assistido por milhares de pessoas. O monge budista pediu também uma maior tolerância entre todas as religiões. Existe más pessoas entre os cristãos como também há entre os budistas, disse.

EFE |

Após sua visita a Mönchengladbach, o dalai lama foi para Nuremberg, onde assinou o Livro de Ouro da cidade e foi recebido pelo prefeito Ulrich Maly (social-democrata) e pelo ministro do Interior da Baviera, Joachim Herrmann (social-cristão).

A viagem do líder tibetano à Alemanha foi marcada por uma disputa entre políticos alemães sobre a melhor forma como a visita deveria ser conduzida.

Com exceção da ministra de Ajuda ao Desenvolvimento e Cooperação Econômica, a social-democrata Heidemarie Wieczorek-Zeul, nenhum outro membro do Governo deve se reunir com o líder religioso, o que causou mal-estar no partido democrata-cristão, hoje no governo.

A União Democrata-Cristã (CDU) afirma que a chanceler, Angela Merkel, não se importou em receber o líder tibetano no ano passado, enquanto o ministro de Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, não se mostrou disposto a fazer o mesmo nessa nova visita do dalai lama, alegando problemas de agenda.

Segundo a revista alemã "Der Spiegel", Steinmeier justificou sua postura perante seu partido com o argumento de que tem informações de que a China realmente deve reorientar suas relações com o dalai lama e que, por isso, não convém dar motivos para que se levantem suspeitas.

Foi Steinmeier quem retomou as relações entre Alemanha e China após a crise diplomática gerada depois que Merkel simbolicamente recebeu o dalai lama na sede da Chancelaria.

O próprio líder tibetano tentou apaziguar os ânimos alegando que sua viagem é apenas de caráter espiritual.

Na próxima segunda-feira, o dalai lama vai participar de uma manifestação de apoio ao Tibete diante do Portão de Brandemburgo.

EFE ih/rr/db

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