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Dalai Lama teme diluição do Tibete após Olimpíada

PARIS - Parlamentares franceses que se reuniram com o Dalai Lama, nesta quarta-feira, disseram que o líder espiritual budista teme que a China acelere a transferência de 1 milhão de membros da etnia majoritária han para o Tibete depois dos Jogos Olímpicos. Comentário NYT: http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2008/08/07/comentario_dalai_lama_da_sinal_de_paz_com_a_china_1503688.htmlDalai Lama dá sinal de paz com a China http://ultimosegundo.ig.com.br/olimpiada/Saiba tudo sobre a Olimpíada

Redação com agências internacionais |

AFP
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Na França, o Dalai Lama reafirmou seu apoio à Olimpíada
Não foi possível contatar assessores do Dalai Lama que confirmassem o teor da conversa, relatada à Reuters por quatro deputados pró-Tibete.

'Ele disse haver o risco de que, imediatamente depois dos Jogos, 1 milhão de chineses (da etnia han) se assentem no Tibete para diluir ainda mais a população tibetana', afirmou Jean-Louis Bianco.

Críticos dizem que a China tem uma política de miscigenação, da qual faria parte um acesso ferroviário inaugurado em 2006, com o objetivo de eliminar a peculiar cultura local. Pequim nega, dizendo que tenta conciliar o crescimento econômico com a preservação cultural, e alegando que há proporcionalmente poucos hans radicados no Tibete.

Situação preocupante

O Dalai Lama passa duas semanas na França, mas o encontro com os parlamentares na quarta-feira foi o único momento político da sua agenda.

'Ele nos deu informações muito preocupantes sobre a situação no Tibete, falando de prisões, tortura, execuções sumárias e reforço da presença militar chinesa por meio de novos quartéis', disse Bianco à Reuters.

Numa entrevista coletiva prévia, o Dalai Lama reiterou seu apoio à Olimpíada em Pequim, e disse que os líderes ocidentais fazem bem em nutrir boas relações com a China --uma alusão às críticas feitas ao presidente Nicolas Sarkozy, que supostamente evitou encontrá-lo para não magoar o regime comunista.

'Não devem isolar a China. Devem trazer a China para a comunidade mundial e criar uma amizade genuína', disse o Dalai Lama, que vive exilado na Índia desde 1959.

Ele também afirmou que a comunidade internacional tem a "responsabilidade" de conduzir a China à democracia.

"A China tem grande interesse em fazer parte da comunidade internacional. A comunidade internacional tem a responsabilidade de levar a China à tendência geral da democracia mundial", declarou em inglês o Dalai Lama durante uma entrevista coletiva à imprensa concedida em Paris.

A China acusa seguidores do Dalai Lama de terem provocado distúrbios no Tibete e arredores para sabotar a Olimpíada, algo que o líder budista nega, inclusive desestimulando expressamente manifestações durante o evento.

(*Com informações das agências Reuters e AFP)

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