Dalai Lama responde a acusações de conspiração

PEQUIM (Reuters) - O Dalai Lama respondeu neste domingo às acusações da China de que o governo tibetano no exílio instigou a revolta em Lhasa e nas regiões do Tibet e dasafiou Pequim a provar o que está alegando. A China tem feito uma grande campanha de propaganda contra o líder espiritual tibetano, que o país culpa pelos violentos protestos anti-China que ocorreram em Lhasa em 14 de março antes de se disseminarem por províncias vizinhas.

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A China disse na semana passada que a polícia apreendeu armas e explosivos em monastérios budistas tibetanos e encontrou evidências de que o Dalai Lama apoiou uma revolta feita por grupos pela independência do Tibet que incluiriam o planejamento de ataques suicidas.

'As autoridades chinesas têm feito falsas acusações contra mim e a Administração Central Tibetana de instigar e orquestrar os recentes acontecimentos no Tibet. Essas acusações são totalmente mentirosas', afirmou o Dalai Lama em comunicado publicado no website do governo tibetano no exílio.

'Se a República Popular da China tem alguma base para mostrar evidências para sustentar suas acusações, ela têm que revelá-las ao mundo. Apenas acusar não é o suficiente', informou o comunicado.

Os comentários do Dalai Lama foram feitos após relatos de mais conflitos em uma região do Tibet no sudoeste da China e milhares de manifestantes anti-China terem vestido bandeiras do Tibet e atrapalhado a passagem da tocha olímpica por Londres neste domingo.

A Campanha Internacional pelo Tibet disse no sábado que oito pessoas foram mortas no monastério de Tongkor na província de Sichuan após a polícia ter aberto fogo contra uma multidão de monges e moradores.

A agência de notícias estatal Xinhua afirmou que uma autoridade foi ferida nos confrontos e que a polícia disparou armas de fogo, mas não relatou óbitos. A China diz que 19 pessoas morreram em Lhasa, mas representantes do Dalai Lama alegam que o número de mortos passa de 140 na região.

A violência no Tibet é um desastre para as relações públicas da China antes das Olimpíadas de Pequim, em agosto, e minou sua imagem de país unido e harmonioso, que tinha sido construída cuidadosamente pelo governo.

O chefe do Partido Comunista no Tibet prometeu no sábado que a passagem da tocha olímpica pela região não terá problemas.

(Por Ian Ransom)

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