Dalai Lama reitera que renunciará se a violência persistir no Tibete

O Dalai Lama reiterou neste domingo nos Estados Unidos que deixará a função de líder espiritual dos tibetanos, caso a violência se torne incontrolável nesta província chinesa que Pequim acusa de separatista.

AFP |

"Se a violência se tornar incontrolável, não terei outra opção a não ser renunciar", disse o dirigente à imprensa na cidade americana de Seattle, estado de Washington.

"Se a maioria das pessoas se envolver em atos violentos, renuncio", insistiu.

O líder, 72 anos, faz uma série de conferências sobre a compaixão em sua primeira viagem ao exterior desde que a repressão chinesa aos protestos neste território do Himalaia provocaram repúdio internacional.

O Tibete registrou em março os maiores protestos em muitos anos contra o governo chinês.

Prêmio Nobel da Paz em 1989, o Dalai Lama, que vive exilado na Índia desde 1949, é acusado por Pequim de instigar a violência e buscar a separação da China do território predominantemente budista.

Segundo as organizações tibetanas no exílio, a repressão deixou 150 mortos, mas as autoridades chineses só reconhecem 20 vítimas fatais, e dizem que todas foram assassinadas por "agitadores separatistas".

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