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Dalai Lama quer pressão internacional sobre Pequim contra repressão no Tibete

O Dalai Lama, líder espiritual e político dos tibetanos no exílio, pediu nesta quarta-feira uma pressão internacional maior sobre Pequim para pôr fim à repressão militar chinesa que se intensifica, segundo ele, nas regiões da China povoadas por tibetanos.

AFP |

Em um comunicado, o Dalai Lama conclama "os líderes mundiais, os parlamentares, as ONGs e os povos" a exigir "o fim imediato da atual repressão" assim como "a libertação de todos aqueles que foram presos ou interpelados".

"As autoridades chinesas mobilizaram um grande contingente em regiões tradicionais tibetanas, e não somente começaram a reprimir duramente os tibetanos pretensamente envolvidos nos tumultos, como também bloquearam as regiões onde foram registradas manifestações", declarou o Dalai Lama.

As "regiões tradicionais tibetanas" de que fala o Dalai Lama são a Região Autônoma do Tibete e as regiões vizinhas de várias províncias chinesas onde residem diversos tibetanos.

As manifestações tibetanas começaram no dia 10 de março em Lhasa, capital do Tibete, em ocasião do 49º aniversário do levante tibetano contra o poder chinês e do exílio do Dalai Lama, que se refugiou em Dharamsala, norte da Índia.

O registro oficial chinês é de 18 civis e dois policiais mortos durante as três semanas de protestos.

Para o governo tibetano no exílio, o registro da repressão chinesa é de 135 a 140 mortos, mais de 1.000 feridos e centenas de prisões.

Em seu comunicado, o Dalai Lama declara dispor de informações provenientes "de fontes confiáveis" de acordo com as quais "vários tibetanos feridos têm medo de ir aos hospitais e às clínicas administrados pelos chineses".

O Dalai Lama mais uma vez pediu a formação de uma comissão de investigação internacional.

Ele pede em seu comunicado aos líderes mundiais que "estimulem o envio de uma comissão internacional independente para investigar os tumultos e suas causas subjacentes".

Ele exige também "que a imprensa e as equipes médicas internacionais sejam autorizadas a ter acesso às regiões afetadas" pelos distúrbios.

Uma presença internacional "não somente contribuirá para dar segurança aos tibetanos, como também exercerá uma influência moderadora sobre as autoridades chinesas", considera o Dalai Lama.

Este apelo do líder budista é feito dois dias depois de Nova Délhi ter pedido que não utilizasse o território indiano como trampolim para uma campanha política contra as autoridades chinesas.

"O Dalai Lama pode permanecer aqui como convidado da Índia, mas não deve fazer nada que prejudique as relações diplomáticas da Índia com a China", declarou na segunda-feira o ministro indiano das Relações Externas, Pranab Mukherjee.

Mukherjee, que discursou durante uma cerimônia em Bengala Ocidental, Estado do leste da Índia onde residem vários tibetanos no exílio, reiterou a posição oficial de Nova Délhi segundo a qual "o Tibete é uma região autônoma da China".

Nesta quarta-feira, Tenzin Takla, porta-voz do Dalai Lama em Dharamsala, evitou comentá-la diretamente. "Somos muito gratos ao povo e ao governo da Índia por tudo o que fizeram pelos tibetanos, e o governo indiano fez o máximo que pôde nos domínios em que estava em condições de fazê-lo", declarou por telefone.

pc-sas/dm

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