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Dalai lama: o regime chinês está condenado à morte o Tibete

O regime chinês está condenando à morte o Tibete, declarou neste domingo o dalai lama, chefe espiritual tibetano, anunciando ao mesmo tempo sua semi-aposentadoria, em Tóquio.

AFP |

O Prêmio Nobel da Paz, de 73 anos, que vive exilado na Índia desde 1959, chegou sexta-feira ao Japão para uma visita de uma semana dedicada a conferências sobre a espiritualidade, em sua primeira viagem após um período de problemas de saúde.

Em outubro, o dalai lama passou quase uma semana num hospital em Nova Délhi, em razão de cálculos biliares.

"Os tibetanos estão condenados à morte. Esta antiga nação e sua herança cultural estão morrendo", disse a um grupo de jornalistas em Tóquio.

"Hoje, a situação é quase similar à de uma ocupação militar de todo o território tibetano. É como se estivéssemos sob a lei marcial. O medo, o terror e as campanhas de reeducação política causam muito sofrimento", acrescentou.

Antes de ir para a Índia, o dalai lama declarou que tem pouca esperança no diálogo com o regime chinês, um dia antes de uma série de discussões entre seus representantes e responsáveis chineses em Pequim.

Depois de várias décadas de combate político e religioso, ele anunciou que está entrando em "semi-aposentadoria" e que a futura linha política frente às autoridades chinesas seria discutida em reunião no dia 17 de novembro em Dharamsala de todas as correntes da comunidade tibetana no exílio.

"Vamos ouvir as sugestões do povo e em seguida as coisas se tornarão, em acho, mais claras", afirmou.

"Eu não penso em me aposentar totalmente, mas por enquanto não posso mais assumir uma responsabilidade direta nas negociações com o poder central chinês. Minha posição é totalmente neutra", disse.

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