Dalai Lama homenageia Lech Walesa na Polônia sob ameaças chinesas

Varsóvia, 5 dez (EFE).- O dalai lama chegou hoje a Gdansk, no norte da Polônia, onde participará da comemoração do 25º aniversário do Prêmio Nobel da Paz concedido a Lech Walesa, em 1983, e se reunirá amanhã com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, encontro criticado pela China, que ameaça com sanções.

EFE |

"Estou feliz de estar na cidade onde nasceu o histórico movimento Solidariedade e onde meu amigo Lech Walesa começou suas atividades", disse o líder tibetano em sua chegada a Gdansk, onde em 1980 se fundou o histórico sindicato que, anos depois, ajudaria na queda da ditadura comunista.

O dalai lama será um dos participantes dos atos previstos nesta cidade para celebrar o quarto de século da premiação.

Entre os presentes à celebração estão o ex-presidente do Governo espanhol José María Aznar, o ex-governante africano Frederik Willem de Klerk - também agraciado com o Nobel da Paz, em 1993, junto com Nelson Mandela - e o chefe de Estado israelense Shimon Peres.

A visita do dalai lama, que amanhã encontrará Nicolas Sarkozy, presidente rotativo da União Européia (UE), e com o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, esteve marcada pela polêmica, dadas as duras críticas de Pequim, que ameaça com sanções comerciais se houver o encontro.

A pressão chinesa e seu potencial econômico forçaram os líderes ocidentais a considerar cuidadosamente a reunião com o dalai lama, Prêmio Nobel da Paz de 1989, a quem o Governo chinês considera um perigoso separatista.

A China invadiu o Tibete em 1950 e o dalai lama fugiu para o exílio nove anos depois, após um levante frustrado contra o Governo chinês.

Desde então, viveu na Índia e viaja ao redor do mundo para promover sua causa, enquanto continua sendo reverenciado pelo povo tibetano e proscrito pelas autoridades chinesas. EFE nt/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG