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Dalai lama é nomeado cidadão honorário de Paris

Paris, 21 abr (EFE).- A Câmara de vereadores de Paris nomeou hoje o dalai lama, líder espiritual do Tibete, cidadão honorário da capital francesa, a pedido de seu prefeito, o socialista Bertrand Delanoë.

EFE |

A decisão ocorre justamente quando o presidente francês, Nicolas Sarkozy, tenta acalmar a situação com a China, onde se multiplicaram as manifestações anti-francesas por conta da atitude francesa no assunto do Tibete e a turbulenta passagem da tocha olímpica por Paris.

"Com um tributo desse tipo a um homem de diálogo e de paz, ajudamos a todos os que, de boa fé, tentam influir positivamente no curso das coisas", afirmou o prefeito de Paris, que se reunirá em breve com o embaixador da China na França.

Antes da votação na Câmara parisiense, Delanoë destacou diante da imprensa que o dalai lama, Prêmio Nobel da Paz de 1989, "recusa o boicote aos Jogos Olímpicos de Pequim, preconiza a não violência e a tentiva de regular as coisas".

"Ajudar o diálogo é um dos deveres, modesto mas determinado, da Prefeitura de Paris", declarou o prefeito.

Os vereadores conservadores, comunistas, centristas e independentes não participaram da votação para designar o dalai lama cidadão de honra de Paris, que contou só com o respaldo de representantes do partido Verde e socialistas.

No entanto, houve uma ausência importante na bancada socialista, o vice-prefeito, que havia se declarado hostil à proposta.

A Câmara de vereadores de Paris também nomeou "cidadão honorário" o dissidente chinês Hu Jia, que no início de mês foi condenado a uma pena de três anos e meio de prisão por suposta "incitação à subversão".

Enquanto isso, o presidente Sarkozy está enviando mensagens à China para tentar acalmar as tensões, aproveitando viagens de políticos franceses ao gigante asiático esta semana.

Assim, fez chegar, através do presidente do Senado francês, uma carta a uma atleta incapacitada chinesa, Jin Jing, à qual convida pessoalmente e em nome do povo francês a visitar a França nas próximas semanas.

Jin Jing se transformou para os chineses em um símbolo dos maus modos dos franceses durante a passagem da tocha dos Jogos Olímpicos de Pequim por Paris no último dia 7, marcado pelos protestos contra a repressão chinesa no Tibete e as violações dos direitos humanos.

Na mesma carta que enviou as mensagens, Sarkozy condena e lamenta os "ataques" a jovem, de quem os manifestantes tentaram pegar a tocha olímpica naquele dia em Paris.

O próprio Sarkozy, embora tenha reiterado a importância que concede à cooperação estratégica com a China, não excluiu boicotar a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim em agosto, caso a China não retome o diálogo com o dalai lama. EFE al/fb

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