O líder espiritual tibetano, o Dalai Lama, chegou na noite de quarta-feira a Washington, capital dos Estados Unidos, para uma visita de dois dias em que se reunirá com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em um polêmico encontro que atraiu críticas chinesas.

Em sua chegada a Washington, o Dalai Lama foi a um hotel para celebrar o Losar, o Ano Novo tibetano, com outros compatriotas.


Dalai Lama cumprimenta simpatizantes após desembarcar em Washington / AP

Obama recebe nesta quinta-feira o Dalai Lama na Casa Branca, em um encontro sem a presença dos jornalistas, afirmou o porta-voz presidencial, Robert Gibbs.

O encontro recebeu críticas do governo chinês, que pediu a Obama que não celebre a reunião, em um momento em que as relações entre EUA e China passam por um período de tensão por causa da venda de armas de Washington a Taiwan, da cotação do yuan e de denúncias de supostos ciberataques chineses contra empresas americanas.

A China considera o Dalai Lama, que defende a autonomia tibetana mas não reivindica sua independência, um líder separatista e advertiu Washington de que a reunião prejudicará as relações bilaterais.

Obama já adiou a reunião com o líder espiritual em outubro, quando o Dalai Lama fez sua última visita a Washington, para não causar tensões nas relações com a China antes de sua visita de Estado a Pequim em novembro.

O enviado especial do Dalai Lama aos EUA, Lodi Gayari, assegurou que o fato de "a reunião acontecer já é algo importante por si mesmo".

O Dalai Lama pedirá a Obama, segundo Gayari, que "ajude a encontrar uma solução para resolver o assunto do Tibete que seja benéfico para o povo tibetano e para o povo chinês".

Além de Obama, o líder espiritual tibetano se reunirá também com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

* Com AFP

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