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Dalai Lama chega a Taiwan para consolar vítimas do tufão Morakot

Taipé, 30 ago (EFE).- O dalai lama, líder religioso tibetano, chegará hoje a Taiwan para consolar os desabrigados pelo tufão Morakot, o mais devastador dos últimos 50 anos na ilha, que causou pelo menos 571 mortos e 106 desaparecidos.

EFE |

A visita, a convite de sete prefeitos independentistas do sul da ilha, tem um claro conteúdo político de desafio à China e à política da aproximação a Pequim do atual presidente, Ma Ying-jeou, dizem vários especialistas em Taiwan.

A China "se opõe decididamente" à visita do dalai lama a Taiwan e a todos os países do mundo.

"Sob pretextos religiosos, (o dalai lama) realiza atividades separatistas... Não é só uma figura religiosa", disse um porta-voz do Escritório de Assuntos de Taiwan, citado pela agência oficial chinesa "Xinhua".

O diretor da Administração de Assuntos Religiosos da China, Ye Xiaowen, de visita à ilha, qualificou a chegada dele como "um desastre humano após um desastre natural", em declarações à imprensa local.

Em resposta a Ye, o representante do Dalai Lama em Taiwan, Dawa Tsering, disse que "o desastre humano que teme Taiwan são os mísseis, a violência e o autoritarismo da China que ameaça tomar a ilha pela força, não a compaixão do dalai lama".

Ma, em seu ponto mais baixo de popularidade pelos erros governamentais no manejo das operações de resgate e salvamento do tufão "Morakot", se viu obrigado a aceitar a visita, apesar de seus possíveis efeitos negativos nos laços com a China, disse à Agência Efe a professora Elisa Wang, da Universidade Tamkang.

O presidente taiuanês, para minimizar o impacto negativo no processo de aproximação à China, declarou através de seu porta-voz Wang Yu-chi que não tem intenção de se reunir com o dalai lama e que a visita é só "religiosa e humanitária". EFE flp/ma

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