Washington, 13 abr (EFE).- O dalai lama voltou a afirmar hoje que renunciará a seu posto, caso a violência no Tibete aumente.

Em entrevista coletiva concedida em Seattle, primeira etapa de sua viagem pelos Estados Unidos, o dalai lama afirmou: "Se a violência ficar fora de controle, minha única opção será renunciar".

Após insistir que a "violência é um erro absoluto", o líder espiritual tibetano reiterou que não pede a independência da região.

"O Tibete pode ser feliz na China", afirmou.

As revoltas no Tibete e em regiões vizinhas em março teve como saldo, segundo Pequim, 19 mortos. De acordo com os tibetanos no exílio, no entanto, o número de mortos nos conflitos chegaria a 140.

Em entrevista à rede de televisão "NBC", o dalai lama reiterou seu apoio à realização dos Jogos Olímpicos de Pequim, mas rejeitou a repressão contra os manifestantes tibetanos.

"Eu apoio os Jogos. Não sou contra a China. Mas também sou um homem comprometido com a democracia, e não poderia mandar calar os manifestantes", declarou o líder espiritual.

"Não somos partidários de um boicote, (mas) devemos deixar claro que os antecedentes chineses em relação aos direitos humanos não são bons", acrescentou o dalai lama, que vive exilado na Índia desde 1959. EFE mv/bf/gs

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