(embargada até às 14h de Brasília) Londres, 31 ago (EFE).- Após obter dados sobre os processos de degelo mais recentes no Pólo Norte, há 9.

000 e 7.600 anos, os cientistas temem que o aumento do nível do mar como conseqüência da mudança climática seja maior do que o estimado.

Em artigo publicado na revista britânica "Nature Geoscience", pesquisadores da Universidade de Wisconsin (EUA) explicam as causas e conseqüências da rápida fusão dos enormes camadas de gelo de Laurentide, uma região situada no atual Canadá e norte dos Estados Unidos.

A causa deste rápido degelo, que aconteceu em dois períodos no começo do Holoceno - atual época do quaternário, que começou há mais de 11.700 anos -, foi o aumento das temperaturas de verão e da radiação solar.

A fusão desta grande massa de gelo em dois períodos separados por 1.400 anos, fez com que o nível do mar aumentasse 0,7 e 1,3 centímetros por ano em um e outro processo.

A equipe de pesquisadores liderada por Anders Carlson chegou a estas conclusões após fazer uma reconstrução destes degelos a partir de evidências marinhas e terrestres.

A radiação solar que chegava à superfície terrestre era duas vezes mais intensa naquela época que a que, segundo os cientistas, causará o efeito estufa no ano 2100.

No entanto, advertem que o aumento da temperatura que aconteceu então é similar à registrada na Groenlândia nas últimas décadas.

Por isso, consideram que o aumento do nível do mar poderia ser muito maior do que o previsto até agora. EFE vmg/ma

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