Redação Central, 2 nov (EFE).- Dados e informações gerais sobre os Estados Unidos, que realizam eleições presidenciais nesta terça-feira.

NOME OFICIAL: Estados Unidos da América.

LOCALIZAÇÃO: América do Norte. Faz limite ao norte com o Canadá, ao sul com o México e o Golfo do México, ao leste com o Oceano Atlântico e a oeste com o Oceano Pacífico.

SUPERFÍCIE: 9.363.000 quilômetros quadrados.

POPULAÇÃO: 301 milhões de habitantes (2007).

COMPOSIÇÃO: Brancos (80%), negros (13%), asiáticos (4%), índios e autóctones (0,9%). Hispânicos (15%) não entram nessa lista pois são considerados pelo Censo dos EUA descendentes de latino-americanos que podem pertencer também a qualquer outra raça ou grupo étnico.

CAPITAL: Washington D.C., com 581.539 habitantes (2006).

IDIOMAS: Inglês (oficial), espanhol.

RELIGIÃO: Cristianismo (78%), Judaísmo (1,7%), Budismo (0,7%), Islamismo (0,6%). Dentro do Cristianismo, destacam-se protestantes (51% do total da população americana) e católicos (24%). Há nos EUA cerca de 90 organizações religiosas com mais de 50 mil membros.

DIVISÃO TERRITORIAL: 50 estados e o distrito federal de Columbia.

TERRITÓRIOS ADMINISTRADOS: Samoa Americana, Ilha Baker, Guam, Ilha Howland, Ilha Jarvis, Atol Johnston, Recife Kingman, Ilhas Midway, Ilha Navassa, Ilhas Marianas do Norte, Atol Palmyra, Porto Rico, Ilhas Virgens Americanas e Ilha Wake.

CONSTITUIÇÃO: Ratificada em 1787 e entrou em vigor em 1789.

GOVERNO: República presidencialista.

PRESIDENTE (chefe de Estado e de Governo): George W. Bush, desde 2001. Foi reeleito em 2004 com 50,9% dos votos populares. O presidente tem mandato de quatro anos, podendo ser reeleito uma vez.

VICE-PRESIDENTE: Richard Cheney.

LEGISLATIVO: Bicameral - Senado (Câmara Alta), com 100 membros (dois por cada Estado), e Câmara de Representantes (Baixa), com 435.

PRINCIPAIS PARTIDOS POLÍTICOS: Democrata e Republicano.

JUDICIÁRIO: A máxima instância é a Suprema Corte de Justiça, formada por nove magistrados.

FORÇAS ARMADAS: Exército (482,4 mil membros), Marinha (340,7 mil) e Aeronáutica (334,2 mil). Fuzileiros navais chegam a 175 mil.

GASTOS COM DEFESA (2007): US$ 598,8 bilhões.

MOEDA: Dólar.

PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB): US$ 13,8 trilhões (2007).

CRESCIMENTO DO PIB: 2,2% (2007), o menor em cinco anos.

INFLAÇÃO: 4,1% (2007).

TAXA DE DESEMPREGO: 4,6% (2007).

BALANÇA COMERCIAL (2007): US$ 1,987 trilhão em importações e US$ 1,14 trilhão em exportações, com déficit de US$ 847 bilhões.

HISTÓRIA E EVOLUÇÃO POLÍTICA: Em 4 de julho de 1776 é promulgada a Declaração de Independência da Inglaterra, e, em 1787 é assinada a Constituição, que entraria em vigor dois anos depois.

Em 1860, Abraham Lincoln, abolicionista, é eleito presidente. Os sulistas, agrários e escravagistas, decidem se separar da União. Tem início a Guerra de Secessão (1861-1865), que culmina na vitória do norte e no fim da escravidão.

Em 1917, os EUA entram na Primeira Guerra Mundial com os aliados.

Em 1929, o país cai em uma grande depressão econômica, e para sair dela, o presidente Franklin Roosevelt promove o "New Deal".

Depois do ataque japonês de 1941 à base naval de Pearl Harbour (Havaí), os EUA declaram guerra a Japão, Alemanha e Itália. Em 1945, a Alemanha se rende, e, meses depois, o Japão, após o bombardeio nuclear americano de Hiroshima e Nagasaki, que levou ao término da Segunda Guerra Mundial.

Para evitar a expansão comunista, em plena Guerra Fria, os EUA participaram de conflitos na Coréia (década de 1950) e no Vietnã (1963-1973). Também intervieram no Golfo Pérsico em 1991, na Iugoslávia em 1999, no Afeganistão em 2001 e no Iraque de março a maio de 2003.

Tropas americanas seguem nestes dois últimos países motivadas pela ideologia de combate ao terrorismo, depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, executados por 19 terroristas que seqüestraram quatro aviões comerciais.

Dois dos aparelhos foram jogados na ocasião contra as Torres Gêmeas, em Nova York, e um contra o Pentágono, em Washington, enquanto o quarto avião caiu em uma região rural da Pensilvânia.

Em 2007 tem início uma grave crise no mercado hipotecário, que acaba por repercutir gravemente na economia americana e no resto do mundo.

O episódio revela um deficiente sistema de controle das entidades financeiras, alerta para aumento da inadimplência e falta de pagamento dos créditos concedidos para a aquisição de imóveis, com financeiras atravessando graves crises de liquidez.

Frente ao temor de que a economia se dirigisse a uma temida recessão, o presidente Bush propõe em janeiro de 2008 um plano de US$ 150 bilhões (1% do PIB) para reativar a economia.

O projeto, aprovado em fevereiro de 2008 após contar com apoio dos líderes democratas na Câmara dos Representantes, inclui reembolsos de impostos para 130 milhões de contribuintes.

Além disso, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) recua a taxa básica de juros para frear a recessão e põe à disposição dos bancos US$ 100 bilhões em leilões especiais. EFE doc/fr

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