Dados e informações gerais sobre o Nepal

Redação Central, 9 abr (EFE).- Dados e informações gerais sobre o Nepal, que nesta quinta-feira realiza eleições para a Assembléia Constituinte.

EFE |

NOME OFICIAL: Reino do Nepal.

LOCALIZAÇÃO: Centro-sul da Ásia, na encosta da cordilheira do Himalaia. Faz fronteira com a Índia e com a China.

SUPERFÍCIE: 147.200 quilômetros quadrados.

POPULAÇÃO: 24 milhões de habitantes, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), com dados de 2007.

CAPITAL: Katmandu.

IDIOMA: nepalês (oficial), utilizado por 58,4% da população.

Também são falados dialetos hindus, tibetanos e de outras comunidades, como o maithili, o bhojpuri, o newari e o tamang.

RELIGIÃO: Hinduísmo (praticado por cerca de 90% da população), Budismo (5,3%), Islamismo (2,7%).

GOVERNO: Monarquia parlamentarista desde 1990.

REI: Gyanendra Bir Bikran Shah Dev, coroado em 4 de junho de 2001 e privado do Executivo em 15 de janeiro de 2007.

PRIMEIRO-MINISTRO: Girija Prasad Koirala, desde abril de 2006.

PARTIDOS POLÍTICOS: Os principais são o Partido do Congresso Nepalês (NCP), de centro; o Partido Comunista do Nepal-Marxista-Leninista Unido (CPN-UML), maior legenda da oposição; e o Partido Nacional Democrático (RPP), conservador monárquico.

FORÇAS ARMADAS: 69 mil oficiais, segundo dados de 2005.

ECONOMIA: A agricultura é o setor mais importante, envolvendo 95% da população em estruturas quase feudais. As poucas indústrias existentes se concentram na região de Katmandu.

MOEDA: rúpia nepalesa.

PIB: US$ 7,994 bilhões, segundo o FMI, com dados de 2006.

INFLAÇÃO: 8,3% (2005).

TAXA DE CRESCIMENTO: 3,7% (2006).

HISTÓRIA E EVOLUÇÃO POLÍTICA: O pequeno Reino do Nepal começou a tomar forma com o processo de unificação da região promovido pelos gurkas - povo de origem mongol - em 1767. Antes, o local era predominantemente habitado por principados autônomos.

A monarquia nepalesa foi de "Direito divino" até a Revolução de 1990, quando a população pôs fim à ditadura do "panchayat", sistema que proibia partidos e considerava que o monarca era a reencarnação de um deus hindu.

A primeira eleição democrática em 32 anos - e a segunda da história do Nepal - foi realizada em 12 de maio de 1991, com vitória do Partido do Congresso Nepalês (NCP).

No fim da década de 1950, havia sido eleito um Governo nas urnas, mas a tentativa democrática tinha sido abortada dois anos depois por um golpe de Estado monárquico.

Após a revolta popular de abril de 1990, na qual morreram cerca de 50 pessoas, o então rei Birendra pôs fim ao regime absolutista do "panchayat".

Com a vitória do NCP em 1991, o líder do partido, Girija Prasad Koirala, se tornou o primeiro chefe de Governo da nova etapa do país.

A partir das eleições de 15 de novembro de 1994, outros Governos se sucederam, até o pleito de maio de 1999, quando Koirala recuperou a chefia de Governo e teve de se deparar com o problema da rebelião maoísta, que tinha iniciado uma luta armada em 1996.

Os rebeldes defendiam um sistema comunista de partido único e uma redistribuição de terra mais justa. Em dez anos de insurreição, exacerbada após a chegada ao trono de Gyanendra em 2001, os mortos foram calculados em 13 mil.

Gyanendra foi coroado após o massacre da família real em Katmandu, e em outubro de 2002 declarou estado de emergência, destituiu o Governo e dissolveu o Parlamento.

Após dois mandatos sob controle direto do rei, Gyanendra voltou a designar Sher Bahadur Deuba como primeiro-ministro em junho de 2004, para negociar a paz com a guerrilha e convocar eleições em 2005.

Entre janeiro e agosto de 2004, o Governo e a guerrilha mantiveram um cessar-fogo para negociar a paz, mas a trégua foi rompida posteriormente, a violência aumentou e, em 1º de fevereiro de 2005, o rei dissolveu o Governo, declarou novo estado de emergência e assumiu todos os poderes do país.

Gyanendra dirigiu o território com mão de ferro, mas o Governo que ele nomeou foi considerado "inconstitucional" pela oposição.

Em abril de 2006, e após violentas mobilizações nas quais morreram 15 pessoas, o rei renunciou ao absolutismo, aceitou a restauração do Parlamento e nomeou Koirala como chefe de Governo.

Em reunião histórica, em junho do mesmo ano, Koirala e o líder maoísta Pushpa Kamal Dahal, conhecido como "Prachanda", decidiram convocar eleições e criar um Governo interino com a participação dos maoístas.

Em 21 de novembro de 2006, Governo e guerrilha assinaram um acordo de paz pelo qual os rebeldes se comprometiam a deixar as armas e a participar das eleições previstas para junho de 2007, adiadas em duas ocasiões e que tinham como objetivo definir uma Assembléia Constituinte encarregada de promulgar uma nova Constituição e decidir uma forma de Governo para o Nepal.

Em virtude do acordo de novembro, em janeiro de 2007 o rei ficou privado do Poder Executivo e a ex-guerrilha se integrou ao Governo, o qual abandonou em setembro após o fracasso das conversas com os outros partidos sobre o futuro sistema político do país.

Para acabar com a paralisação do processo de paz, em 23 de dezembro de 2007 os principais partidos do Nepal reivindicaram a proclamação de uma República após as eleições previstas para esta quinta-feira, em abril de 2008. EFE doc/fr

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