Dados e informações gerais sobre a Áustria

Viena, 27 set (EFE).- Dados e informações gerais sobre a Áustria, que realiza amanhã eleições legislativas antecipadas.

EFE |

LOCALIZAÇÃO: Europa Central. Faz fronteira ao norte com Alemanha e República Tcheca, ao sul com Eslovênia e Itália, ao leste com Eslováquia e Hungria, e a oeste com Suíça e Liechtenstein.

NOME OFICIAL: República da Áustria.

SUPERFÍCIE: 83.859 quilômetros quadrados.

POPULAÇÃO: 8.298.923 habitantes (2007).

CAPITAL: Viena, com 1.664.146 habitantes (2007).

PRINCIPAIS CIDADES: Viena, Graz, Linz e Salzburgo.

IDIOMAS: Alemão (oficial), húngaro, croata, servo-croata, esloveno, tcheco e turco.

RELIGIÃO: Cristianismo (80%) e islamismo (4,2%).

SISTEMA POLÍTICO: República parlamentarista.

DIVISÃO TERRITORIAL: Nove províncias, cada uma delas com um governador e um Parlamento regional (Landtag).

PRESIDENTE (CHEFE DE ESTADO): Heinz Fischer, desde 2004. O presidente é eleito por sufrágio universal para um mandato de seis anos, com possibilidade de reeleição para um mesmo período.

CHANCELER (CHEFE DE GOVERNO): Alfred Gusenbauer (interino), desde 2007. O chanceler é designado pelo presidente.

LEGISLATIVO: Bicameral, formado pelo Conselho Nacional (Nationalrat) e pelo Conselho Federal (Bundesrat).

CONSTITUIÇÃO: 1920.

PARTIDOS POLÍTICOS: Partido Social-Democrata da Áustria (SPÖ), Partido Popular Austríaco (ÖVP), Partido Liberal da Áustria (FPÖ), Aliança pelo Futuro da Áustria (BZÖ), Bloco Verde (DG), Fórum Liberal (LIF).

MOEDA: Euro, desde 1º de janeiro de 2002.

PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB): 246 bilhões de euros (2007).

PIB PER CAPITA: US$ 37.200.

INFLAÇÃO: 2,2% (2007).

TAXA DE DESEMPREGO: 4,2%.

HISTÓRIA RECENTE E EVOLUÇÃO POLÍTICA: Em 1867, A Áustria é excluída da Confederação Germânica e forma o Império Austro-Húngaro.

Os Habsburgo, que comandavam o território havia séculos, perderam o trono em conseqüência da derrota da Áustria na Primeira Guerra Mundial (1914-18) e da posterior proclamação da República (1919).

Em 1938, o país foi anexado ao Terceiro Reich alemão e, em 1945, ocupado pelas Forças Aliadas. Passa a ser dividida em zonas americana, francesa, britânica e soviética. Em 15 de maio de 1955, no entanto, o Tratado de Estado restabelece a independência e atribui neutralidade permanente ao país, que ingressa ainda na ONU.

Em 1986, o ex-secretário-geral da ONU Kurt Waldheim foi eleito presidente da República, mas durante seu mandato teve de lidar com acusações sobre seu passado nazista. O dirigente anunciou em 1991 que não se candidataria à reeleição, deixando o cargo em 1992.

Na década de 1990, o dado político mais destacado foi a ascensão do populista Partido Liberal da Áustria (FPÖ), de Jörg Haider, com uma linha claramente xenófoba. As eleições legislativas de 3 de outubro de 1999 supuseram um reviravolta na vida política austríaca, com grandes e importantes repercussões internacionais.

O FPÖ se tornou o segundo partido mais votado, com 27,22% dos votos, depois do Partido Social-Democrata da Áustria (SPÖ), com 33,9%, enquanto o Partido Popular Austríaco (ÖVP) chegou a 26,9%.

A Áustria aderiu à União Européia (UE) em 1º de janeiro de 1995, e em 3 de maio de 1998 passou a integrar o conjunto de 11 países que em 1º de janeiro de 2002 adotou o euro como moeda oficial e única.

O líder do ÖVP, Wolfgang Schüssel, chega a um acordo com Haider para formar um Executivo de coalizão e assume a Chancelaria.

Ao mesmo tempo em que o novo Gabinete tomava posse, os 14 parceiros comunitários anunciaram a suspensão de contatos bilaterais com a Áustria, da mesma forma que Estados Unidos e Israel, devido ao caráter xenófobo e ultraconservador do novo Governo.

Tais medidas da UE foram mantidas até 12 de setembro de 2000.

Em 1º de janeiro de 2006, seis anos depois do bloqueio diplomático de vários meses imposto pelos demais Estados-membros da UE, a Áustria assumiu a Presidência rotativa do bloco continental, com Schüssel como chanceler.

As eleições legislativas de 1º de outubro de 2006 foram vencidas pelo SPÖ, sob a liderança de Alfred Gusenbauer, que se tornou chanceler à frente de um Executivo de coalizão com o ÖVP, em janeiro do ano seguinte.

Desde o início do mandato o Governo esteve envolvido em tensões entre os dois partidos, que causaram repetidas crises que culminaram em junho de 2008 com o SPÖ anunciando mudança de rumo em sua política para a UE.

O vice-chanceler e novo chefe do ÖVP, Wilhelm Molterer, anunciou a ruptura no Governo e a convocação de eleições antecipadas. EFE doc-jk/fr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG