Dados básicos e evolução política do Paraguai

Assunção, 11 ago (EFE).- O Paraguai, onde hoje o ex-bispo católico Fernando Lugo assumiu a Presidência do país, faz fronteira ao norte e a noroeste com a Bolívia; a oeste e sul com a Argentina, e ao leste com a Argentina e o Brasil.

EFE |

SUPERFÍCIE: 406.752 quilômetros quadrados, divididos em 17 departamentos, além do Distrito Capital (Assunção).

POPULAÇÃO: 6 milhões de habitantes (2008) CAPITAL: Assunção.

IDIOMA: espanhol e guarani.

RELIGIÃO: cristãos (95,5%), sem religião e ateísmo (2%) e outros (2,5%).

GOVERNO: a Constituição de 1992 adotou um sistema republicano presidencialista de democracia representativa, participativa e pluralista. O presidente, que deve ter nacionalidade paraguaia natural e ser maior de 35 anos, é eleito por cinco anos e sem possibilidade de reeleição. Atualmente o cargo é exercido por Nicanor Duarte, que assumiu em 15 de agosto de 2003.

O Poder Legislativo é bicameral. O Senado é composto por 45 membros escolhidos por sufrágio e a Câmara dos Deputados tem 80 cadeiras que são designados por departamentos de acordo com o número de habitantes.

A máxima instância judicial é a Corte Suprema de Justiça de nove membros, que são magistrados com categoria de ministros nomeados pelo Senado com acordo do Poder Executivo.

PRINCIPAIS PARTIDOS POLÍTICOS: Partido Colorado, Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), Movimento Pátria Querida (MPQ), União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace) e a coalizão Aliança Patriótica para a Mudança (APC).

FORÇAS ARMADAS: 20.200 militares (1994) distribuídos entre Exército (14.900), Marinha (3.600) e Força Aérea (1.700).

ECONOMIA: a moeda é o guarani. O PIB foi de US$ 8,5 bilhões (2006); o PIB per capita de US$ 2.116 (2007) e a taxa de inflação chegou a 6% em 2007.

O valor de suas exportações registradas em junho de 2008 foi de US$ 2,278 bilhões, e o de suas importações (no mesmo período) de US$ 3,801 bilhões. Sua dívida externa totalizava US$ 2,233 bilhões em março de 2008.

EVOLUÇÃO POLÍTICA: A Aliança Patriótica para a Mudança (APC), coalizão de amplo espectro ideológico, obteve a vitória nas eleições gerais de 20 de abril, e pôs fim a 61 anos de hegemonia do Partido Colorado, incluindo os 35 anos de ditadura de Alfredo Stroessner (1954-89).

O processo democrático começa com a derrocada de Stroessner (que se asilou no Brasil até sua morte, em 16 de agosto de 2006), em um golpe militar liderado pelo general Andrés Rodríguez, em 3 de fevereiro de 1989.

Rodríguez se elege nas eleições presidenciais de 1º de maio de 1989, e é sucedido, em maio de 1993, por Juan Carlos Wasmosy, do governante Partido Colorado e primeiro civil a ocupar o cargo em quatro décadas.

Wasmosy foi sucedido por Raúl Cubas, outro dirigente "colorado", que na última hora substituiu a impugnada candidatura do ex-general golpista Lino Oviedo, a quem concedeu indulto três dias após assumir o poder.

A decisão causou a crise política mais grave da transição, que terminou com a renúncia de Cubas e a chegada ao poder de Luis González Macchi, então presidente do Congresso, em 28 de março de 1999, depois do assassinato do vice-presidente Luis María Argaña e a morte de sete manifestantes contrários a Oviedo.

Nas eleições gerais de 20 de abril de 2008, Fernando Lugo ganhou, à frente da APC, com 40,82% dos votos, perante os 30,72% obtidos pela candidata do Partido Colorado, a ex-ministra da Educação Blanca Ovelar.

Nessas eleições, que contaram com a participação de 1,7 milhão de pessoas, também concorreu o general reformado Lino Oviedo, líder da União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace), que ficou em terceiro lugar, com 21,98% dos votos.

Em 30 de junho, o Congresso Paraguaio assumiu para um período de cinco anos e se estabeleceram as primeiras alianças entre os legisladores da APC e da Unace para conseguir a governabilidade e enfrentar a maioria do Partido Colorado. EFE rg/gs

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